Desde esta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5.000,00 já está valendo. A mudança promete um alívio imediato no bolso dos brasileiros, alterando o valor do salário líquido que entra na conta todos os meses.

Para ajudar o trabalhador a entender quanto deixará de pagar ao Leão, o Dieese disponibilizou uma calculadora virtual que permite simular o impacto real da nova regra no contracheque.

Como funciona a simulação

A ferramenta é intuitiva e focada na renda do trabalho. No entanto, para obter um resultado preciso, o contribuinte precisa estar atento a alguns detalhes técnicos:

  1. Salário Bruto: Deve-se informar o valor total do salário antes dos descontos.
  2. Exclusão de Benefícios: Valores referentes a vale-refeição, auxílio-alimentação ou outros benefícios indenizatórios não devem ser somados, mesmo que apareçam no holerite.
  3. Contribuição Previdenciária: O sistema solicita o tipo de regime. Quem contribui para o INSS (Regime Geral) marca “sim”. Servidores públicos com regime próprio, MEIs ou contribuintes individuais devem selecionar “não”, pois o cálculo da base tributável muda.

Orientações para casos específicos

O Dieese reforça cuidados importantes para evitar distorções no resultado:

  • Múltiplos Vínculos: Trabalhadores que possuem mais de um emprego devem somar todos os salários brutos e as respectivas contribuições previdenciárias antes de inserir os dados na ferramenta.
  • Servidores Públicos: Devem considerar apenas a remuneração que serve de base para o IR, excluindo auxílios e verbas extras que não sofrem tributação.

Atenção aos limites

Embora seja uma ferramenta precisa para o planejamento financeiro, o Dieese ressalta que a calculadora não substitui o cálculo oficial da Receita Federal. O objetivo é oferecer uma estimativa próxima do valor que será retido na fonte mensalmente a partir deste mês.

A ampliação da isenção é vista como uma das medidas econômicas mais significativas deste início de ano, com potencial de injetar mais recursos no consumo das famílias, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, onde o setor de serviços e funcionalismo público têm forte peso na economia.

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