Adolescente virou alvo de deboche de duas colegas em uma escola da rede estadual de Educação

Padrasto de um adolescente de 17 anos procurou a Delegacia de Polícia Civil nesta quinta-feira (10), para registrar um caso de homofobia contra o jovem. Segundo os relatos, o enteado virou alvo de deboche de duas colegas de escola. Uma das meninas criou um grupo no WhatsApp e enviou áudios ofendendo a vítima.

Na denúncia enviado ao Midiamax, o padrasto conta que as ofensas começaram no ambiente escolar. Depois, passaram a ocorrer em um grupo de WhatsApp, onde estão outros 30 adolescentes, todos de uma escola da Rede Estadual de Educação.

Áudios aos quais a reportagem teve acesso revelam a menina desferindo palavras de baixo calão, enquanto ela se refere ao adolescente. Na conversa, um dos colegas defende o menino, mas também recebe insultos da garota

Assim, ela ainda compara a vítima com uma personagem de uma rede social, que ficou famosa após comer um chocotone recheado de fezes.

Caso é levado à direção da escola

O padrasto do adolescente afirma que entrou em contato com a direção da escola, mas foi informado apenas de que a escola não tem acesso aos grupo de WhatsApp e que “não tinha muito o que pudesse fazer”.

“A diretora disse que não tinha acesso ao grupo e não tinha muito o que fazer em relação a isso. Acho que a escola tem que chamar os responsáveis, mas não só das que fizeram isso com ele , mas de todos os alunos da sala que participaram desse grupo”, sugere.

A reportagem entrou em contato com a SED (Secretaria de Estado de Educação) e foi informada de que “a direção da unidade, conforme previsto no Regimento Escolar, seguiu o protocolo da Rede Estadual de Ensino, com orientações quanto aos procedimentos para as providências cabíveis e devido apoio”.

Em nota, a SED também afirma que “com o objetivo de prevenir situações de brigas e/ou agressões no ambiente escolar, disponibiliza um conjunto de orientações, manuais e ações específicas sobre procedimentos e encaminhamentos”.

Na tarde desta quinta-feira (10), o padrasto foi até a Delegacia de Polícia Civil da cidade – que fica a mais de 250 quilômetros de Campo Grande -, mas não conseguiu concluir o boletim de ocorrência.

Adolescente morto após reagir à homofobia

Na segunda-feira (7), o adolescente Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, morreu após ser espancado no bairro Gilberto Mestrinho, em Manaus (AM). O garoto teria sofrido as agressões na madruga do último sábado (5) e a suspeita é de que o crime aconteceu após o garoto reagir a ofensas homofóbicas.

O adolescente sofreu traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e edema cerebral. O MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, lamentou a morte de Fernando.

Em nota, o órgão ressaltou que crimes de LGBTQIAfobia são reconhecidos como formas de racismo pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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