O local receberia desfiles de blocos e escolas de samba a partir do próximo ano, mas ainda depende da definição da área e de recursos

A Prefeitura de Campo Grande estuda criar um “sambódromo” para o Carnaval da Capital. A estrutura abrigaria tanto os desfiles de escolas de samba quanto os blocos de rua. A mudança pode ocorrer em 2027, já que, neste ano, os eventos carnavalescos estão mantidos na Praça do Papa e na Esplanada Ferroviária.

Segundo o diretor da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Valdir Gomes, na terça-feira (27) ocorreu uma reunião técnica para tratar do assunto na Prefeitura da Capital. “Começamos a procurar um local, onde possam acontecer tanto as escolas quanto os cordões”, explica Valdir Gomes.

O objetivo da Administração Municipal seria encontrar um terreno que já seja de propriedade da Prefeitura de Campo Grande. “Para que não fique tão alto o custo do que for construído lá”, justifica o presidente da Fundac. Assim, a Fundação quer evitar desapropriações, que seriam mais caras ao município.

Ainda não há prazo, mas Valdir Gomes espera elaborar um projeto neste ano. “Vamos atrás disso, para apresentar à Liga e ao blocos que local podemos ir no próximo ano”, explica. Ele destaca, no entanto, que não há possibilidade de mudanças no local do Carnaval de 2026, marcado para o período de 13 a 20 de fevereiro.

Além disso, o presidente da Fundac indica que — mesmo com um local definido para o “sambódromo” — será necessário encontrar recursos para viabilizar a construção. “Vamos buscar emendas com o Governo, com os parlamentares, políticos. A gente precisa valorizar em Campo Grande um local para os desfiles”, conclui.

Valdir Gomes, presidente da Fundação Municipal de Cultura. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Carnaval fora da rua?

Na avaliação de integrantes de blocos de rua, é necessário aguardar o projeto para tomar uma posição. “Tentar retirar os blocos de seus lugares de origem é uma agressão à natureza cultural. Senão, não chamaria carnaval de rua”, opina Angela Montealvão, representante do Bloco Barra da Saia.

“Por outro lado, a gente tem que pensar em questões técnicas e estruturais de organização, onde esses espaços já estão saturados, onde eles já não comportam mais esse grande público, e como esses movimentos se adaptam para que não traga prejuízos à população”, pondera Montealvão, que integra o grupo de blocos independentes.

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