
Mesmo após anúncio de corte de 5,2% pela Petrobras, preços seguem elevados em postos da Capital e consumidores reclamam do impacto no bolso
Apesar do anúncio da Petrobras sobre a redução de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras, feito no dia 26 de janeiro, motoristas de Campo Grande afirmam que o alívio ainda não chegou às bombas. Levantamento em diferentes postos da cidade mostra que o litro do combustível varia entre R$ 5,65 e R$ 5,88, dependendo da região.
Na Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Rua 14 de Julho, um posto comercializa a gasolina a R$ 5,79. Já na esquina da mesma avenida com a Calógeras, o valor sobe para R$ 5,88. Na Avenida Costa e Silva, os preços também oscilam: R$ 5,87 em um posto, R$ 5,85 na esquina com a Rua Salgado Filho, R$ 5,77 em outro estabelecimento e chegando ao menor valor encontrado, de R$ 5,65, em um dos postos da via. Outro local da mesma avenida vende o litro a R$ 5,69.
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Redução anunciada, impacto invisível
A Petrobras informou que a redução representaria, em média, R$ 0,14 a menos por litro para as distribuidoras. No entanto, especialistas lembram que o preço final ao consumidor depende de outros fatores, como frete, mistura obrigatória com etanol, impostos e a margem de lucro dos postos.
Para quem abastece com frequência, a sensação é de que nada mudou. Sivonei de Souza, que chegou a Campo Grande há duas semanas vindo de Ribeirão Preto (SP), diz ter estranhado os valores praticados. “O custo de vida aqui em Campo Grande é muito alto”, afirmou.
Outro motorista, que preferiu não se identificar, relata que o combustível pesa diretamente no orçamento. “A gente não sente nada. No nosso dia a dia, a gente não vê redução. Eu tenho um caminhão e três veículos, por isso preciso praticamente abastecer todo dia. E o maior gasto hoje na minha empresa é o combustível”, desabafou.
Morador de Caracol, a cerca de 394 quilômetros da Capital e na fronteira seca com o Paraguai, Ramón Vargas também não percebeu diferença. “Não senti a redução. A gente sempre procura o mais barato, mas no geral, estão todos os postos com o preço alto. Eu moro no interior e lá é mais caro ainda”, contou.
Segundo Ramon, muitas vezes a alternativa é atravessar a fronteira. “No Paraguai, já encontrei gasolina a R$ 5,40”, disse.
Enquanto isso, consumidores seguem atentos às variações e buscando o menor preço possível, na expectativa de que a redução anunciada chegue, de fato, ao bolso do motorista.
Por Ricardo Prado
