
Após aumento de 4,17%, motoristas relatam impacto no orçamento e buscam alternativas para economizar
O litro do etanol em Campo Grande está sendo vendido a R$ 4,13, um aumento de dez centavos em menos de um mês. Entre os dez postos de combustíveis pesquisados por nossa equipe de reportagem, o menor preço encontrado foi de R$ 4,07, enquanto o mais alto chegou a R$ 4,37, para pagamento no crédito. O aumento total nas bombas chega a 4,17% em menos de um mês.
A diferença no preço pesa no bolso de quem depende do combustível no dia a dia. O gerente de automação industrial, Éder de Andrade, conta que gasta, em média, dois tanques por semana e afirma que o aumento impacta diretamente no orçamento. “Tem que engolir, não tem como economizar. A gente precisa rodar, então aproveito para encher o tanque antes que aumente de novo”, conclui.
Quem também sente o impacto é Jony Alencar. O técnico explica que não pode deixar de circular e que nem mesmo trabalhar com carro de aplicativo é uma opção. “São muitas coisas para fazer: levar a criança para a escola, levar a esposa ao trabalho. A gente vai só aceitando o aumento”, relata.
Em entrevista ao jornal O Estado, o presidente do Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS), Edson Lazaroto, reforça que as diferenças de preços fazem parte do mercado. “O setor é de livre concorrência, cada posto tem sua planilha de custos, contratos e estratégias. O consumidor escolhe onde se sente mais acolhido, seja pelo atendimento, estrutura, forma de pagamento ou promoções. E vale lembrar que há meses Mato Grosso do Sul tem a Capital com um dos menores preços do Brasil”, pontua.
Na prática, porém, muitos consumidores ainda não costumam pesquisar antes de abastecer. A auxiliar administrativa Eliane Silva conta que escolhe o posto de forma aleatória. “Normalmente eu peço um valor fixo, tipo R$ 50 ou R$ 100, e não controlo muito o preço do litro”, relata.
Fidelidade e economia
Na tentativa de economizar, clientes relatam o uso de aplicativos de fidelidade que oferecem cashback na hora de abastecer. A representante comercial, Luciana da Silva, conta que a ferramenta faz diferença no orçamento. “Eu chego no posto e já falo que é no aplicativo, porque dá um bom desconto pra gente. O único trabalho é baixar o aplicativo e deixar tudo cadastrado antes”, explica.
Os aplicativos de cashback funcionam devolvendo ao consumidor parte do valor gasto com combustível. Após baixar o app e se cadastrar, o motorista pode pagar o abastecimento diretamente pelo aplicativo ou registrar a compra depois de pagar no posto. Com a confirmação, uma porcentagem do valor retorna em forma de crédito, dinheiro ou pontos, que podem ser usados em novos abastecimentos, transferidos para conta bancária ou utilizados em outras compras. Apesar de não reduzir o preço na bomba, o cashback ajuda a aliviar o custo final do combustível no bolso do consumidor.
