Fenômeno atinge principalmente pessoas com trabalho ativo, filhos e responsabilidades familiares, que seguem cumprindo suas obrigações diárias

Apesar de manterem a rotina em funcionamento, adultos entre 30 e 55 anos têm apresentado níveis crescentes de esgotamento emocional e ansiedade silenciosa. O fenômeno atinge principalmente pessoas com trabalho ativo, filhos e responsabilidades familiares, que seguem cumprindo suas obrigações diárias, mas relatam cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de relaxar e sensação de travamento emocional.

Segundo especialistas, o problema costuma passar despercebido justamente por não interromper a rotina. “É o sofrimento de quem continua funcionando. A pessoa trabalha, cuida da casa, resolve problemas, mas vive em estado de alerta constante, sem descanso mental”, explica o psicólogo Italys.

Esse tipo de quadro vai além do estresse pontual. Ele se constrói ao longo do tempo, a partir de padrões emocionais aprendidos, como a necessidade de aguentar, dar conta e não demonstrar fragilidade. “Muita gente aprendeu que parar é fraqueza. O corpo continua indo, mas o emocional começa a cobrar um preço”, afirma.

Sinais costumam ser ignorados

Entre os sinais mais comuns estão irritação frequente, impaciência com familiares, dificuldade para dormir, sensação de sobrecarga constante, perda de prazer em atividades simples e conflitos que se repetem em casa ou no trabalho. Ainda assim, muitos adultos normalizam esses sintomas.

“É comum ouvir frases como ‘isso é só fase’, ‘é só cansaço’ ou ‘todo mundo vive assim’ e ‘todo mundo tem problema’. O problema é que esse padrão vai se acumulando”, alerta Italys. Ignorar esses sinais, segundo ele, pode aumentar o risco de crises de ansiedade, adoecimento emocional mais intenso e prejuízos nos relacionamentos.

Impactos vão além do indivíduo

O esgotamento emocional silencioso não afeta apenas quem vive o problema. Ele impacta diretamente a convivência familiar, o desempenho profissional e a saúde física. “Quando o adulto está emocionalmente sobrecarregado, isso aparece na forma como ele reage, se comunica e se relaciona”, explica o psicólogo.

Por isso, especialistas reforçam a importância de reconhecer o problema precocemente. “Não é só o esforço que conta. Continuar funcionando não significa estar bem”, destaca.

Buscar ajuda é um passo de prevenção

A busca por acompanhamento psicológico tem sido uma das principais formas de interromper esse ciclo. Segundo especialistas, quando o tratamento é bem direcionado, muitas pessoas começam a perceber mudanças importantes já nas primeiras etapas do processo, como redução da sobrecarga mental, maior clareza emocional e melhora na forma de lidar com as demandas do dia a dia.

Profssional acredita que cuidado emocional é negligenciado (Arquivo Pessoal)

“Muita gente acredita que cuidar da saúde emocional sempre exige anos de terapia, mas nem todo caso é assim. Quando o foco está nos padrões que mantêm o sofrimento, o processo tende a ser mais objetivo”, explica o psicólogo Italys.

“O objetivo não é fazer a pessoa parar a vida, mas ajudá-la a viver sem estar constantemente no limite”, afirma. Segundo ele, quando o cuidado emocional é negligenciado, o corpo e os relacionamentos acabam sinalizando de formas cada vez mais intensas.

Especialistas reforçam que reconhecer o problema é o primeiro passo para evitar que o sofrimento silencioso se torne crônico e comprometa áreas importantes da vida.

Italys é psicólogo (CRP 14/05712-6), com mais de 13 anos de experiência clínica. Atua no atendimento de adultos que vivem quadros de ansiedade e esgotamento emocional, com abordagem focada em intervenções breves e direcionadas. Mais informações podem ser encontradas no site https://www.italysfranca.com.br.

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