Nesta quinta-feira (12) é celebrado o Dia Mundial do Rim, data que marca a conscientização sobre a saúde renal, prevenção de doenças e diagnóstico precoce. Em Mato Grosso do Sul, uma pessoa precisa aguardar uma média de 35 meses por um transplante, segundo informações da SES (Secretaria Estadual de Saúde). No ano passado, foram realizados 21 transplantes e neste ano, já foram quatro procedimentos registrados. O que reforça a necessidade de uma maior conscientização sobre os cuidados necessários e a importância da doação de órgãos.

De acordo com a Central Estadual de Transplantes, a faixa etária mais comum nos atendimentos é entre pacientes acima de 20 e abaixo de 60 anos. Além disso, quando se analisa o número de internações clínicas por problemas renais, entre 2024 e 2025 o volume chegou a 19.620, segundo informações da secretaria.

A SES orienta que, na presença de sintomas como dor intensa, infecções urinárias recorrentes ou alterações urinárias, a população procure a unidade básica de saúde de referência para avaliação clínica e realização dos exames necessários. Caso haja necessidade de indicação, o paciente será encaminhado para atendimento especializado por meio da regulação do SUS (Sistema Único de Saúde).

Retorno da esperança
Na Santa Casa de Campo Grande, transplantes renais estavam suspensos desde 2024. No fim do mês passado o hospital retornou os procedimentos. A primeira cirurgia foi realizada em 8 de janeiro deste ano em uma paciente de 66 anos que estava, desde julho de 2024, em diálise, processo médico que filtra o sangue e substitui o trabalho dos rins.

Avanço e tecnologia
Neste ano, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) passou a realizar cirurgias de cálculos renais a laser. A tecnologia é oferecida pelo SUS. A incorporação da técnica representa um avanço significativo na assistência urológica: é um procedimento minimamente invasivo, menos doloroso e com maior precisão. Além disso, diminuiu também o risco de sangramento e garante uma recuperação mais rápida, com o paciente podendo ser liberado do hospital em até 24 horas.

Ação leva atendimento gratuito
Com este cenário cada vez mais preocupante, uma ação será realizada na Praça Ary Coelho, no centro da Capital, com atendimentos e exames gratuitos para a população, por meio de uma parceria entre SES e SESAU (Secretaria Municipal de Saúde Pública).

Além disso, o Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) também realizará uma iniciativa com foco na orientação e informação sobre DRC (Doença Renal Crônica), um dos grandes desafios globais de saúde pública, segundo o hospital. “Estima-se que 1 em cada 10 pessoas no mundo conviva com a doença, muitas vezes sem diagnóstico, já que nos estágios iniciais ela pode evoluir de forma silenciosa”, afirma a unidade.

Dentre os fatores que contribuem para esse aumento de casos estão as mudanças climáticas e fatores como poluição do ar, estresse térmico, desidratação e eventos extremos que têm impactado a progressão das doenças renais. A entidade enfatiza a necessidade de discutir o tema, já que, “ao mesmo tempo, tratamentos como a hemodiálise demandam grande volume de água, energia e materiais descartáveis, o que amplia a necessidade de discutir práticas mais sustentáveis na assistência à saúde”, diz.

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