Proposta que proíbe barulho próximo a igrejas de Campo Grande foi barrado pelo Executivo

O vereador Leinha (Avante), autor da proposta que visa criar uma ‘zona de silêncio’ próximo a templos religiosos em Campo Grande, acredita que a Câmara da Capital deve derrubar o veto do Executivo.
Nesta quarta-feira (18), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou a proposta aprovada pela Câmara da Capital no mês de fevereiro. O Projeto de Lei, do vereador Leinha, modifica a Lei do Silêncio e tem o objetivo de criar uma zona de silêncio em um raio de 200 metros dos templos religiosos, assim como já é feito em hospitais, bibliotecas e escolas.
Nesta semana, o autor da proposta conversou com o Jornal Midiamax. Ele explica que o projeto foi aprovado com 20 votos e comentou que não seria difícil derrubar um possível veto do Executivo.
“Acredito que não vai ter dificuldade, porque, como a maioria foi favorável ao projeto, a gente deve manter. Hoje, dentro dos 29 vereadores, 5 são pastores”, disse.
Conforme o Diogrande, os locais abrangidos pela Lei recebem a proteção especial porque o texto parte de parâmetros objetivos ligados à saúde, ao ensino, à recuperação, ao recolhimento institucional e às necessidades funcionais permanentes do serviço ou da atividade desempenhada.
Ainda segundo a justificativa da Prefeitura, os templos são incluídos não por uma vulnerabilidade urbana equivalente, mas porque seriam locais de reflexão e exercício de fé. Essa fundamentação é insuficiente para justificar, em um Estado laico, a criação de zona especial de silêncio ao redor de organizações religiosas.
“Nós temos muitas igrejas em Campo Grande. As pessoas querem buscar a Deus ou alguma ajuda espiritual. A gente sabe a influência e o auxílio que as igrejas têm dado para a sociedade. A gente sabe de todos os trabalhos sociais e evangelísticos. O projeto atende a todos os templos e não apenas às [igrejas] evangélicas”, defendeu o vereador.
