Ela revelou que durante todos esses anos nunca recebeu notícias, ligações ou sequer trotes sobre o paradeiro da filha

Após 14 anos de buscas pela filha biológica que foi trocada na maternidade, em Dourados, Nilza Bonin ainda não teve seu final feliz. Mesmo depois de diversas reportagens retratando o caso em vários jornais de Mato Grosso do Sul, ainda não há nem sinal da moça, que hoje já está com 50 anos.

O caso ganhou repercussão logo após a descoberta, em 2012, e voltou à tona nos últimos dias através de páginas no Facebook que divulgam casos de pessoas desaparecidas.

Nilza conversou com o Jornal Midiamax pela primeira vez sobre o tema. Ela revelou que durante todos esses anos nunca recebeu notícias, ligações ou sequer trotes sobre o paradeiro da filha.

De acordo com Nilza, durante a vida inteira, a filha Cleonice ouviu que não era parecida com as irmãs e o restante da família. Ela confrontou os pais sobre a verdadeira identidade pela primeira vez aos 17 anos, quando perguntou à mãe o que ela faria caso Cleonice não fosse sua filha biológica. 

Mesmo desconfiada de que poderia não ser filha biológica de Nilza, o assunto ficou latente até 2012. Depois de uma viagem, na qual a maternidade de Nilza foi posta à prova mais uma vez, Cleonice decidiu fazer um exame de DNA.

O resultado confirmou as suspeitas e trouxe um baque: Cleonice não era filha biológica de Nilza. A mulher estava grávida de dois meses na época e perdeu o bebê por causa do trauma.

Desde então, Nilza busca pela filha e Cleonice pelos pais biológicos, mas não há notícias sobre nenhum dos dois.

Nilza, as filhas biológicas e Cleonice (de preto). (Foto: Arquivo Pessoal)

Expectativa frustrada

Quando tomou conhecimento da situação, Nilza procurou o Hospital Evangélico de Dourados, onde teve a criança, no dia 9 de janeiro de 1976. Depois de muita insistência, conseguiu uma lista dos bebês nascidos entre os dias 8 e 11 de janeiro daquele ano. Desses, apenas uma era menina.

Nilza conseguiu contatar a mulher, mas o exame de DNA deu negativo. Novamente, a família ficou à deriva.

Nilza, que já está com 72 anos, não quer morrer sem encontrar a filha biológica. Encontrar a mulher seria uma grande realização para ela e para o ex-marido, hoje com 83 anos.

Relacionamento com a família

Nilza conta que, quando mais nova, Cleonice era rebelde. Ela não tinha um bom relacionamento com os pais nem com as irmãs. Ironicamente, depois que descobriu não ser filha biológica do casal, a relação com a família mudou.

Atualmente morando em Santa Barbara d’Oeste, em São Paulo, Cleonice visita a mãe duas vezes por ano e traz os dois filhos para passar um tempo com os avós.

Cleonice e Nilza seguem em busca dos familiares. Cleonice, dos pais; e Nilza, da filha biológica.

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