Expectativa seria uma redução de cerca de R$ 5,6 milhões anuais para o município

O vereador de Campo Grande, Landmark Rios (PT), denuncia a possibilidade de terceirização de unidades de saúde da Capital. O parlamentar chegou a se reunir com o Conselho de Saúde, mas, na contramão, a prefeitura se limita a dizer que se trata de ‘um projeto inovador’.
De acordo com o petista, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) estuda implantar um projeto piloto com Organizações Sociais (OS) nos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Tiradentes e Aero Rancho.
O vereador ainda afirma que, em reunião, o secretáriomunicipal de saúde, Marcelo Vilela, disse que, atualmente, as duas unidades consomem cerca de R$ 4,3 milhões por mês (R$ 51,6 milhões por ano), e a expectativa com a gestão via OS é reduzir custos para cerca de R$ 3,9 milhões por mês (R$ 46 milhões por ano) e melhorar indicadores como tempo de espera, produtividade e satisfação dos usuários.
Apesar dos argumentos apresentados, Landmark fez um contraponto e propôs uma alternativa diferente: fortalecer a gestão pública com presença ativa nas unidades. “Em vez de terceirizar, vamos fazer o contrário. Vamos pegar o Tiradentes e o Aero Rancho e transformar essas unidades com gestão pública presente, com a equipe dentro, mostrando que o SUS pode funcionar bem”, defendeu.
Landmark também adiantou que seguirá contrário caso a proposta avance para votação na Câmara nesta quinta-feira (26), conforme previsto. “Se esse projeto vier para a Câmara, nosso voto será contra. Nós viemos defender o SUS”, completou.
Ainda conforme o vereador, com a proposta apresentada, a gestão deixa de ser direta do poder público e passa para entidades privadas contratadas, com metas de desempenho e repasse mensal de recursos.
Na justificativa ao vereador, o secretário de saúde diz que a proposta seria para dar mais agilidade à gestão, reduzir custos e melhorar indicadores de atendimento. A proposta inclui contratação mais rápida de profissionais, menos burocracia na compra de insumos e metas vinculadas a resultados.
O Jornal Midiamax entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande para confirmar se as unidades de saúde seriam realmente terceirizadas. O Executivo limitou-se a dizer que busca soluções para problemas históricos.
Em nota encaminhada a equipe de reportagem, a prefeitura diz que “A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que a busca por soluções inovadoras, eficientes e modernas para problemas históricos da administração pública é uma diretriz da prefeita Adriane Lopes em todas as áreas, inclusive na saúde. No entanto, nenhuma medida ou novo modelo será adotado sem ampla discussão e diálogo com todos os setores envolvidos”.
