
Thiago Fernando Ferreira Pinto, de 35 anos, e Anderson Vinicius Freitas Pereira, de 31, foram presos em flagrante na tarde de quinta-feira (14) enquanto retiravam cabos subterrâneos de telefonia na Avenida Marechal Rondon, região central de Campo Grande. Segundo a polícia, a dupla utilizava uniformes, escada, cones de sinalização, ferramentas e equipamentos de segurança para simular um serviço autorizado pelas operadoras de telefonia.
O flagrante aconteceu após fiscais das empresas Vivo e Oi desconfiarem da movimentação e acionarem a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Conforme os representantes das operadoras, os homens não tinham autorização para realizar qualquer intervenção na rede subterrânea de telefonia instalada na região.
Quando chegaram ao endereço, os policiais encontraram os suspeitos ao lado de uma picape Corsa carregada com cerca de 100 quilos de fios metálicos já retirados da tubulação subterrânea. Dentro do veículo, os militares também apreenderam ferramentas, escada, cones de sinalização, aparelhos celulares e uma caixa de som. Todo o material foi encaminhado para a delegacia junto com os suspeitos.
De acordo com o boletim de ocorrência, Thiago afirmou que trabalha como eletricista e disse ter sido contratado por um homem identificado apenas como Matheus. Anderson contou que aceitou participar do serviço a convite do comparsa. Os dois afirmaram aos policiais que já haviam realizado outros trabalhos para o mesmo contratante e que os cabos seriam vendidos a ele por valores entre R$ 10 e R$ 13 o quilo. Segundo os suspeitos, o homem manteria um galpão na Rua També, no Bairro Tijuca.
Equipes da Força Tática do 1º BPM (Batalhão de Polícia Militar) foram até o endereço informado pela dupla, mas o suposto contratante não foi localizado. Os suspeitos foram levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol, onde o flagrante foi registrado. Os cabos recuperados foram devolvidos às operadoras de telefonia, enquanto os celulares dos envolvidos e o veículo utilizado na ação foram apreendidos. O caso foi registrado como furto e tentativa de furto qualificado, crime que prevê pena maior quando envolve subtração de fios e cabos usados em sistemas de telefonia e transmissão de dados.
