Mãe da criança teve que ser levada à Santa Casa

Uma criança, de 9 anos, atirou uma pedra que atingiu o olho de sua mãe, de 37 anos, gestante, no Jardim Noroeste em Campo Grande, na noite desta quarta-feira (10). A Polícia Militar foi acionada para o local. Ela sofreu um grave ferimento em um dos olhos e foi levada para atendimento.
Na casa, de acordo com a polícia, os militares fizeram contato com a vítima, que estava sendo atendida pelo Corpo de Bombeiros. Ela relatou que, durante um momento de desobediência e agitação de seu filho, o menor pegou uma pedra e arremessou-a em sua direção. O objeto então atingiu diretamente o seu olho direito.
No momento do atendimento, ela apresentava inchaço, hematoma e queixava-se de forte dor e limitação visual no olho atingido. A criança encontrava-se na residência, assustada com a situação. Ela então foi encaminhada à Santa Casa de Campo Grande.
Por se tratar de autor menor de 12 anos, segundo o procedimento do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a Polícia Militar acionou o plantão do Conselho Tutelar da região para acompanhar o caso, aplicar as medidas de proteção necessárias e dar o suporte ao menino.
Segundo a polícia, a conselheira responsável orientou que, havendo pessoa maior de idade devidamente indicada e apta a assumir os cuidados da criança, ela poderia ser entregue à sua responsabilidade. Ainda conforme a polícia, ainda segundo as orientações do Conselho, caso não fosse localizada nenhuma pessoa maior e responsável para assumir a guarda da criança, a orientação era para que a criança fosse apresentada à autoridade competente, no caso, o delegado da Polícia Civil, para adoção cabível e demais deliberações pertinentes ao caso.
Como não havia nenhum adulto responsável para ficar com a guarda da criança, o menino então foi levado à delegacia. A Polícia Militar ressalta que o levou de uma forma que priorizou a integridade psicológica da criança. Na delegacia, o delegado de plantão então entrou em contato novamente com a conselheira responsável, para que o menino fosse acolhido pelo Conselho Tutelar, fato que foi feito.
