Despesas incluem roupas, mantas, aquecedores e montagem de enxovais completos para os animais

Com a queda das temperaturas em Campo Grande, o gasto com pets pode chegar a R$ 400 por animal no inverno, a depender do perfil do tutor e das adaptações feitas em casa. As despesas incluem desde roupas e mantas até a aquisição de itens para aquecimento dos ambientes.

A tutora Juliana Oliveira, que adotou dois filhotes neste ano, precisou montar praticamente todo o enxoval dos animais após a chegada deles. Segundo ela, o gasto médio ficou em cerca de R$ 200 por pet.
“Como são filhotes, acaba que os gastos englobam tudo que um cachorro precisa”, afirma. Ela relata que, entre os itens adquiridos, estão acessórios básicos para o dia a dia dos animais, além de peças voltadas ao período de frio.

Juliana conta que a maior parte das compras foi feita pela internet, pela facilidade de comparar preços e modelos. “Comprei pela internet, pela praticidade em comparar modelos e preços, sem precisar sair de casa. Em até sete dias já estava tudo em casa”, diz.

Aquecimento da casa

Em outro perfil de consumo, a adaptação ao frio não envolve roupas. É o caso da tutora Caroline Rampi, que convive com nove gatos. Como os animais não utilizam vestimentas, a estratégia adotada foi aquecer a casa e reduzir a circulação de ar em horários mais frios.

“A gente sempre tenta aquecer a casa, evitar ficar com janelas abertas depois das 17h”, relata. A família investiu em mantas e aquecedores portáteis. As mantas custam entre R$ 20 e R$ 25 e são usadas para forrar sofás e espaços onde os animais dormem.

“Como alguns dos gatos dormem na sala, forramos o sofá com as mantas, e eles já vão para lá quando esfria”, explica.

A residência também conta com dois aquecedores portáteis, adquiridos por R$ 100 e R$ 150, além de ar-condicionado inverter, utilizado como parte da estratégia para manter o ambiente aquecido.

Caroline afirma que, apesar do impacto na conta de energia, a prioridade é o bem-estar dos animais. “Mesmo que a conta de luz venha mais cara, acreditamos que vale a pena, porque os bichinhos sentem muito frio”, diz.

Varejo pet

No varejo especializado, a chegada do frio já altera o comportamento de consumo. Lojas do setor registram aumento na procura por roupas, cobertores e casinhas para pets.

Foto: Nilson Figueiredo

O gerente da Dog In Box, Lucas Barroso, afirma que a demanda cresceu rapidamente com a queda das temperaturas. “A procura aumentou muito. Cobertinhas, casinhas e roupinhas estão saindo bastante”, diz.
Segundo ele, houve necessidade de reforço de estoque e novos pedidos a fornecedores. As roupas para pets começam em R$ 49,90, variando conforme modelo e tamanho.

“Antes havia mais resistência. Hoje isso mudou bastante”, afirma o gerente ao comentar a maior aceitação do uso de roupas em animais domésticos.

Consumo no inverno

O mercado pet brasileiro movimenta cerca de R$ 80 bilhões por ano, segundo estimativas do setor. No inverno, o consumo se reorganiza, com retração em serviços como banho e tosa e aumento na procura por itens de aquecimento.

O segmento de vestuário e acessórios térmicos pode registrar alta de até 15% no período, principalmente entre cães de pequeno porte e animais idosos.

Além de roupas e mantas, cresce a busca por serviços veterinários preventivos, como atualização de vacinas e consultas, diante do aumento de doenças respiratórias no frio.

Também há migração de consumo para rações premium e super premium, além de petiscos, especialmente em lares que reduzem passeios e atividades ao ar livre.

A indústria acompanha o movimento com produtos sazonais, como capas impermeáveis e acessórios para chuva, vendidos entre R$ 30 e R$ 60.

Por Djeneffer Cordoba

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