Empresa informa que menos de quatro dispositivos foram danificados em 14 dias de operação

Durante os primeiros 14 dias desde a implantação dos patinetes elétricos em Campo Grande, ocorrida em 7 de julho, diversos casos de vandalismo e até mesmo tentativas de furto dos equipamentos foram registrados nas ruas da Capital. Apesar disso, a JET, empresa responsável pelos equipamentos, afirma que menos de 1% dos patinetes foi alvo de algum tipo de dano.

Ao Jornal Midiamax, a empresa informou que o percentual representa menos de 4 patinetes vandalizados, danificados ou que tiveram qualquer outro tipo de dano, já que, ao todo, são 400 unidades circulando pelas ruas da Capital desde o início deste mês.

Mesmo com os casos de vandalismo com os dispositivos, o número não compromete a continuidade do serviço, já que os patinetes passam por manutenção ou substituição quando necessário.

Além disso, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) realiza o monitoramento dos equipamentos em tempo real e tem adotado as providências necessárias sempre que identifica ocorrências de vandalismo ou uso irregular.

Casos de vandalização

Na noite da última quinta-feira (16), um patinete foi encontrado jogado em cima de um muro, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Abadia, em Campo Grande. Outro patinete foi encontrado em mau uso e fora da área permitida, na manhã do mesmo dia, no bairro Danúbio Azul.

Ainda no mesmo dia, na noite do dia 16, um casal de jovens foi flagrado dividindo um patinete no bairro Santa Fé, em Campo Grande. O sistema compartilhado de mobilidade prevê apenas o uso individual dos veículos. Um vídeo da dupla foi gravado em frente ao Shopping Campo Grande.

No dia seguinte, na sexta-feira (17), outro patinete foi encontrado fora da área permitida de uso, na Vila Margarida, em Campo Grande. O veículo estava estacionado no meio da calçada na Rua Naviraí, contrariando também a regra de estacionamento.

Criminosos tentam vender patinete

Entre outros casos envolvendo os equipamentos, houve a tentativa de venda de um patinete na manhã de sábado (18) por um homem, que seria usuário de drogas, no bairro Amambaí, em Campo Grande.

De acordo com informações encaminhadas ao Jornal Midiamax, o homem oferecia o patinete por um valor muito abaixo do mercado, no preço de R$ 200. Ao perceberem a situação, dois homens que passavam pelo local abordaram o suspeito e pegaram o veículo.

A Polícia Militar foi acionada. A suspeita é de que o patinete tenha sido deixado por algum usuário fora da estação e tenha sido furtado.

Acidentes

Apenas um acidente foi registrado nas primeiras duas semanas de operação dos patinetes. Na manhã do último domingo (12), uma mulher, não identificada, caiu durante o uso de um dos equipamentos. A vítima estaria trafegando no meio da via, na Avenida Mato Grosso, e bateu o pneu em um tachão, conhecido como tartaruga de sinalização.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros, que atendeu à ocorrência, a mulher relatou que caiu do patinete em baixa velocidade. Ela se queixava de dor na região cervical e afirmou que, na queda, sofreu impacto no ombro direito e na cabeça. A moradora foi atendida consciente e orientada e encaminhada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tiradentes.

Avaliação positiva

Em duas semanas de operação, segundo a empresa, já foram realizadas mais de 20 mil viagens, demonstrando a aceitação da população na utilização do serviço como uma alternativa de deslocamento urbano.

Além disso, os equipamentos são vistos de forma positiva pela Agetran, que entende que a implantação dos patinetes amplia as opções de transporte na Capital. No entanto, a agência reforça a necessidade do uso responsável e dos cuidados com os equipamentos.

A AGETRAN avalia de forma positiva a implantação da micromobilidade na Capital, por ampliar as opções de transporte e contribuir para uma mobilidade mais sustentável. A Agência reforça, entretanto, a importância da utilização responsável dos equipamentos, do respeito às normas de trânsito e da preservação do patrimônio, para que o serviço continue beneficiando toda a população”, diz a nota.

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