Um eclipse lunar parcial poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil na madrugada desta sexta-feira (28). O fenômeno começa ainda na noite desta quinta-feira (27) e terá seu ponto máximo por volta da 1h, pelo horário de Brasília.

Segundo o professor Hamilton Corrêa, do Instituto de Física da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), quem quiser acompanhar o evento deve ficar atento tanto ao céu quanto aos horários de cada etapa do eclipse.

A primeira fase começa às 22h30 desta quinta-feira, quando a Lua entra na região de penumbra da Terra. Nesse momento, a redução no brilho do disco lunar será sutil e poderá ser difícil de perceber.

Às 23h30, terá início a fase parcial, quando a Lua começará a entrar na umbra, a parte mais escura da sombra projetada pela Terra. O auge do fenômeno está previsto para 1h de sexta-feira, quando aproximadamente 93% do disco lunar estará encoberto.

A fase parcial termina às 2h52. Já o encerramento completo do fenômeno ocorre às 4h02, com o fim da fase penumbral.

Conforme Hamilton, o ON (Observatório Nacional), vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), classifica o evento como um eclipse de caráter “quase total”. Apesar de a Lua não ficar completamente coberta pela umbra, uma pequena faixa do disco permanecerá iluminada durante o ponto máximo.

Último grande eclipse até 2029

O fenômeno desta sexta-feira será o último eclipse lunar de grande magnitude com boas condições de observação no Brasil até 2029.

Em 2027, os eclipses lunares previstos serão exclusivamente penumbrais, causando apenas um escurecimento muito discreto da Lua. Já em 2028, os dois eclipses parciais esperados terão magnitudes menores, com menos de 3% e menos de 33% do disco lunar encoberto.

Segundo o professor Hamilton Corrêa, somente em junho de 2029 o Brasil terá novamente condições favoráveis para observar um eclipse lunar total.

Observação

Não é necessário utilizar equipamentos especiais para acompanhar o eclipse. Ao contrário do eclipse solar, a observação direta de um eclipse lunar não oferece risco à visão e pode ser feita a olho nu.

O fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com a Terra posicionada entre o Sol e a Lua. Nessa configuração, a sombra do planeta é projetada sobre a superfície lunar.

A sombra da Terra possui duas regiões: a penumbra, que é mais clara, e a umbra, que corresponde à parte mais escura. Quando a Lua passa apenas pela penumbra, ocorre um eclipse penumbral. Quando parte do satélite entra na umbra, acontece o eclipse parcial.

Já em um eclipse lunar total, todo o disco da Lua fica dentro da umbra. Nesta madrugada, a Lua passará profundamente pela região mais escura da sombra terrestre, mas sem entrar completamente nela.

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