A defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), foi ao STF (Supremo Tribunal Federal), para relatar a reclamação do barulho do ar-condicionado em que ele está preso, na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília (DF). A petição está com o ministro Alexandre de Moraes.
Para os advogados de Bolsonaro, o ruído prejudica a saúde dele, já que é “contínuo e permanente”, de acordo com o portal UOL. Assim, pediram que Moraes mande a PF tomar providências.
O aparelho está instalado ao lado da janela da cela, que “não dispõe de vedação adequada”. No documento, a defesa sustenta que o barulho “gera ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário” para manutenção das condições físicas e psicológicas do ex-presidente.
Assim, eles sugerem que o ar-condicionado seja instalado em outro ponto da sala ou seja feito isolamento acústico na cela.
“Embora recolhido em Sala de Estado-Maior — direito este já observado por determinação deste Supremo Tribunal Federal —, o ambiente atualmente disponibilizado não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde, sendo plenamente passível de verificação por quaisquer servidores da própria Superintendência da Polícia Federal”, destacaram os advogados.
Eles prosseguem ainda pontuando que a questão não se trata apenas do conforto de Bolsonaro, “mas sim de medida objetiva e necessária à preservação da integridade física e mental do custodiado”.
O ex-presidente voltou à prisão no dia 1º de janeiro, após receber alta do hospital DF Star, onde passou por cirurgia. Ele está preso desde dezembro de 2025 após ser condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados por conta da trama golpista de 2022.
