A infecção por raiva em morcegos representa risco de transmissão para animais domésticos, que podem passar a doença a humanos

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Campo Grande confirmou o primeiro registro do ano de morcego infectado com o vírus da raiva em Campo Grande. O animal foi recolhido no bairro Vivendas do Bosque após uma moradora encontrar o morcego caído no quintal de casa e acionar o controle de zoonoses.
A infecção por raiva em morcegos representa risco de transmissão para animais domésticos, que podem passar a doença a humanos. Esse registro alerta que o vírus da raiva permanece em circulação na Capital, conforme o CCZ.
Portanto, é necessário manter cães e gatos vacinados anualmente para evitar contágio. “Se eles entrarem em contato com o morcego contaminado, vão servir como um bloqueio na disseminação do vírus, para que não chegue ao ser humano”, explica a médica-veterinária do CCZ Maria Aparecida Conche Cunha.
Segundo a especialista, a mulher que encontrou o morcego infectado seguiu orientações do CCZ. “O morcego foi imediatamente isolado pela moradora da residência e ela entrou imediatamente em contato com o CCZ para que nós efetuássemos o recolhimento desse morcego em segurança”, explica Maria Aparecida Conche Cunha.
Como agir?
Se você encontrar um morcego caído no chão, voando durante o dia ou dentro de um imóvel, jamais toque no animal. O comportamento atípico é um dos principais sinais de que ele pode estar infectado, conforme o CCZ.
Confira as orientações:
- Isole o animal: coloque um balde ou caixa sobre ele (sem o tocar) e mantenha pessoas e pets afastados.
- Contato zero: não tente remover ou manipular o morcego por conta própria.
- Acione o CCZ: ligue imediatamente para a Coordenadoria de Controle de Zoonoses para o recolhimento seguro e análise laboratorial.
O CCZ indica, também, que você mantenha a calma. “Encontrar um morcego positivo não é motivo para pânico, mas sim para alerta. O aumento nas notificações reflete a eficiência do sistema de vigilância e a conscientização da população em informar as autoridades”, diz nota publicada pelo Centro.
