Apoiadores informaram que seguem comando da nacional e já contam quatro dias de protesto

Um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifesta com faixas e churrasco na avenida Afonso Pena em Campo Grande nesta quinta-feira (7). Os pedidos são para anistia do ex-presidente e envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Além disso, defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Com cartazes instalados desde a segunda-feira (4), após ato do domingo (3), os bolsonaristas se mantém no local do início da manhã até o início da noite. Assessor parlamentar, André Alves, explica que a intenção é provocar a participação popular.

“Estamos convocando as pessoas, os patriotas, para participar com a gente. Para o Senado aprovar colocar em votação e aprovar para conseguirmos caçar o Moraes”, comentou. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou prisão domiciliar para o ex-presidente da República.

“É absurdo o que tem acontecido, o jeito ditador que [Moraes] está usando o poder. Então, esse é o nosso objetivo. Como dizem as faixas aí, fora Moraes”, defendeu.

Comando da nacional

Apesar do pedido e obstrução do Congresso realizado pela oposição, o Senado não deve pautar o pedido de impeachment de Moraes. No entanto, a manifestação deve continuar. É o que explica André:

“O comando vem lá de cima, o que decidir lá, a nível nacional. Temos lá a Tereza, temos o Rodolfo, que é um grande parceiro nosso. Então vamos continuar, vamos ver qual for a demanda, o que for preciso fazer, nós vamos estar aqui”.

As assessorias dos parlamentares citados foram acionadas para posicionamento sobre a declaração.

LEIA – Davi Alcolumbre não deve pautar o impeachment contra o ministro do STF

Faixas estão em canteiro da Afonso Pena (Helder Carvalho, Midiamax)

Anistia

O empresário Matheus Motta é um dos integrantes do movimento, que defende a anistia. “Um dos principais objetivos pela anistia é em relação às famílias. Muitos pais de famílias que estão presos, foram presos e injustiçados através do ato que teve lá em Brasília. Muita gente não participou do escândalo, da destruição”, disse.

Além disso, disse que a anistia abrange o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Pelo fato de ser a oposição, tem sofrido esse grande escândalo referente ao Poder Judiciário. Nós não aceitamos isso, é como injustiçar uma pessoa que não roubou, não matou ninguém”, defendeu o ex-presidente.

Logo, disse que Bolsonaro “simplesmente está sendo a oposição contra um governo hoje de esquerda”. Apesar de inelegível, Bolsonaro é cotado pelos apoiadores como nome para 2026. “Continuamos a acreditar no nome do presidente”.

Lei proíbe faixas

Em outras manifestações, faixas e cartazes instalados nos canteiros da Afonso Pena foram removidos por ordem da Prefeitura de Campo Grande. Isso porque os artigos 84 e 86 da Lei n. 2.909/1992 vedam as instalações.

A legislação “veda afixar cartazes, faixas, placas e tabuletas em qualquer tipo de mobiliário urbano, assim sendo proibida a colocação de veículos de divulgação em áreas protegidas por lei e em monumentos públicos incluindo-se os entornos quando prejudicarem a visibilidade, como canteiros de avenida”.

Após 75 dias de faixas e protestos de diversos servidores municipais, a Prefeitura de Campo Grande alegou tombamento do canteiro para desmontar a manifestação.

Em maio de 2024, citou ainda os decretos n. 14.013/2019 e n. 14.527/2020, que dispõe sobre o tombamento do canteiro central e das árvores octogenárias da Avenida Afonso Pena.

Jornal Midiamax acionou a Prefeitura de Campo Grande sobre a manifestação atual e se há intenção de remoção das faixas. No entanto, não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento do Executivo.

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