Após gerar impacto econômico de mais de R$ 30 milhões na Capital, pedidos em massa de reembolso devem marcar a passagem da banda de rock Guns N’ Roses, em Campo Grande. Após inúmeros relatos de pessoas que não conseguiram acessar o local do evento, fãs se organizam para tentar reverter o valor investido na compra dos ingressos.

“Estamos desorientados”, é o sentimento das irmãs Larissa e Tatiana, em entrevista ao jornal O Estado. Juntas elas desembolsaram mais de R$ 1.500 para curtir a apresentação. O gasto envolve R$ 700 mais R$ 240 de transfer, multiplicado o investimento também feito pela a outra irmã.

“Tem um pessoal com quem eu estou em contato que está se organizando pra isso [reembolso]. Hj não dormimos nada e estamos muito abalados com tudo o que aconteceu”.

Segundo relatos da fã, ela e mais um grupo de pessoas que compartilham da mesma frustração, estão se organizando para pedir o reembolso com a organização do evento. Ela conta ainda que sentiu falta de uma sensibilização por parte da organização em comunicar se haverá ou não reembolso do prejuízo.

“Precisamos do reembolso mas parece que não estão interessados em realizar. Muito pelo contrário, não vimos uma nota sobre o ocorrido”, descreveu.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o direito ao reembolso é assegurado sempre que ocorre um descumprimento da oferta ou vício na prestação do serviço. A advogada Larissa Brandão, confirmou em entrevista ao Jornal, que existiu uma série sucessiva que pode justificar a responsabilização dos envolvidos.

“Houve tráfego de caminhões fora do horário, não foi disponibilizada uma linha de ônibus especial para o evento, como em outras cidades, o policiamento local também não conseguiu dar fluxo ao congestionamento, ou seja, no show de ontem ficou clara a falha na logística” afirmou a advogada.

Outro questionamento é sobre a questão da responsabilidade da empresa e do poder público, polícia, quem deve responder? Segundo a advogada, no direito precisamos analisar todo caso com muita cautela, pois não há uma resposta simples.

“O episódio do show nos mostra isso. Fato é que os organizadores podem alegar que a culpa foi do público que não se antecipou e saiu mais cedo, ou até buscar transferir a responsabilidade para o poder público que não adotou as medidas necessárias para organizar o trânsito, mas o fato principal é essa conta não pode ser suportada pelo consumidor”, reforçou Larissa.

A reportagem buscou questionar a equipe da organização, sobre as situações de reembolso. A informação foi que já há uma conversa com entres a organização responsável pelo evento em Campo Grande com a organização que fica fora do Estado. “Estamos buscando uma solução melhor para todo mundo. Isso pode levar um tempo”, informou.

Por Suzi Jarde e Polyana Barbosa

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