O deputado federal Luiz Ovando (PP) afirma que é preciso confirmar ou negar a suposta ligação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito de um inquérito que investiga desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas que ‘pode vir qualquer coisa’ de pessoas ligadas ao presidente Lula (PT).
“Do grupo do Lula pode vir qualquer coisa. Ele não tem outra forma de agir, sempre é o caminho da contravenção. Quanto a suspeita tem que investigar e confirmar ou negar”, afirma ao Jornal Midiamax.
A PF (Polícia Federal) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre diálogos que apontam que o filho de Lula supostamente teria participação no esquema. A investigação, segundo o Estadão Conteúdo, busca esclarecer se Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’.
Antônio é apontado como líder de um esquema de fraudes bilionárias em aposentadorias. Careca foi preso em setembro passado e teve celular analisado.
A PF ressalta que, até o momento, não foi estabelecido um vínculo direto de Lulinha com os fatos criminosos, mas que as menções justificam a apuração em curso.
A defesa de Lulinha trata o caso como “ilação”. Os advogados do Careca do INSS não se manifestaram, justificando não terem tido acesso à íntegra do relatório sobre a quebra de sigilo do aparelho telefônico do cliente.
