O Ministério dos Povos Indígenas prorrogou por mais seis meses o gabinete de crise para avaliar a violação dos direitos dos indígenas Guarani Kaiowá no sul de Mato Grosso do Sul. A portaria foi publicada na edição desta quarta-feira (14) do DOU (Diário Oficial da União).

O grupo foi criado em setembro de 2023, na esteira de conflitos na Reserva Federal de Dourados. Ao longo dos últimos dois anos, ocorreram vários confrontos envolvendo indígenas, sendo o mais recente em Caarapó, em outubro de 2025.

Compõem o gabinete, que se reúne quinzenalmente:

  • Funai (Fundação Nacional dos Povos indígenas); 
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública; 
  • Ministério da Saúde; 
  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; 
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; 
  • Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); 
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
  • CNJ (Conselho Nacional de Justiça);
  • MPF (Ministério Público Federal);
  • DPU (Defensoria Pública da União);
  • Governo do Estado de Mato Grosso do Sul;
  • DPE/MS (Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul);
  • Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil);
  • Aty Guasu Guarani Kaiowá.

No último balanço divulgado pelo ministério, em julho de 2025, o gabinete tinha realizado, até então, três diligências entre dezembro de 2023 e abril de 2024, totalizando 51 visitas a localidades, entre elas terras retomadas, habitadas pelos Guarani Kaiowá em 20 municípios.

Desde o final da década de 1970, os Guarani Kaiowá tentam retomar terras originárias. O relatório da pasta apontou ainda situações de subregistro civil, falta de água potável e saneamento básico, insegurança alimentar, contaminação por agrotóxicos, ameaças e ataques paramilitares, violência policial e intolerância religiosa.

Para solucionar essas questões, foram criados programas de fo

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