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O setor agropecuário de Mato Grosso do Sul está sob alerta. Com a decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros, o impacto direto no agro sul-mato-grossense já começou a ser sentido. Exportadores de carne, frutas, ferro e tilápia estão entre os mais prejudicados, e algumas fábricas já anunciaram a suspensão de atividades
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Para o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, a medida americana representa um duro golpe para a economia regional e nacional.
“Estamos vendo empregos sendo colocados em risco e investimentos sendo travados. O impacto vai muito além do campo pois atinge famílias inteiras e compromete o desenvolvimento sustentável que tanto buscamos”, afirmou.
Bertoni destacou que o produtor brasileiro tem atuado com responsabilidade, cumprindo normas internacionais e investindo fortemente em tecnologia e sustentabilidade.
“Não é uma questão de competitividade, é uma questão de respeito ao trabalho sério do nosso agro”, reforçou.
A Famasul, em articulação com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), já acionou representantes do governo federal. A senadora Tereza Cristina, uma das principais vozes do agro no Congresso, também iniciou uma frente de negociação diplomática para tentar reverter o cenário.
“Não é hora de politicagem, é hora de união e estratégia. O agro precisa de respaldo técnico e de ações firmes. Vamos defender o setor com toda a nossa força”, declarou Bertoni.
O presidente da Famasul encerrou sua fala reforçando que o agro não irá recuar:
“Somos responsáveis por alimentar o mundo. E vamos continuar defendendo cada produtor, cada trabalhador do campo, com coragem e responsabilidade.”
