A reunião do presidente municipal do PSB, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, com a nacional da sigla deve ficar só para depois do recesso parlamentar. O encontro, que deveria acontecer no ano passado, arrasta-se há meses e deve virar realidade em fevereiro, conforme informou o líder em Campo Grande.
A reunião deve ser a definição das lideranças estaduais e municipais em Mato Grosso do Sul. Isso porque espera que a nacional da legenda libere os correligionários estaduais para escolha individual sobre apoio ao Governo do Estado.
A expectativa do parlamentar é apoiar Eduardo Riedel (PP) na corrida pelo Executivo de MS. O PSB em Mato Grosso do Sul passa por ‘racha’ desde que a nacional se aproximou do PT.
Com a filiação em partido de direita, Eduardo Riedel não deve apoiar a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao lado de Lula, Geraldo Alckmin (PSB) atua como vice. Assim, no Estado, integrantes do PSB questionam se haverá liberação para apoio ao PP na corrida pelo cargo de governador.
“Uma coisa de certeza que eu tenho é que eu não apoio candidato do PT aqui no Estado”, disse Carlão no mês passado. Em 13 de dezembro, o PT-MS anunciou Fábio Trad como pré-candidato ao governo do Estado.
Então, o presidente municipal do PSB quer a independência da escolha em 2026. Carlão chegou a condicionar a disputa a deputado federal ou estadual caso não haja liberação da nacional.
“Se não ficar, eu não vou ser candidato a nada, inclusive peço licença, porque eu não vou apoiar o candidato do PT aqui”, reforçou.
Racha e federação
A situação pode fazer o presidente estadual da legenda, Paulo Duarte, deixar as malas prontas. Carlão confirmou que Duarte deixa o PSB para seguir apoiando a reeleição de Eduardo Riedel (PP).
Entretanto, Duarte garantiu anteriormente que só sai do PSB caso tenha resistência da sigla em apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
Enquanto a nacional não bate o martelo, em Mato Grosso do Sul, o PSB se aproxima do Cidadania, de olho na federação nacional. Chapas e quadros para as Eleições 2026 foram pauta entre as legendas na última semana.
Os diretórios do Estado aguardam a federação nacional dos partidos, de olho no pleito deste ano. Carlão lembrou que a federação ainda não foi formalizada. “Mas as negociações indicam que deve se concretizar”, pontuou.
