
Com a aproximação dos meses mais frios, Secretaria de Saúde orienta municípios a intensificarem ações de prevenção, vacinação e organização da rede assistencial
Com a proximidade do período de sazonalidade dos vírus respiratórios, que costuma ocorrer entre abril e julho, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) orientou os municípios de Mato Grosso do Sul a reforçarem medidas de vigilância, prevenção e organização da rede de atendimento para enfrentar um possível aumento de casos de SG (síndrome gripal) e SRAG (síndrome respiratória aguda grave).
Dados do Ministério da Saúde mostram que, apenas em 2026, já foram registrados diferentes casos de vírus respiratórios no Estado. Entre eles, estão 12 casos de VSR (Vírus Sincicial Respiratório), infecção que afeta principalmente crianças pequenas. Do total de registros, 25% dos pacientes são brancos, 66,7% pardos e 8,3% pretos. Em relação à faixa etária, 11 casos de VSR ocorreram em crianças menores de dois anos e um caso em criança de dois a quatro anos.
Outros vírus respiratórios também aparecem nas notificações deste ano. Foram contabilizados 29 casos de Covid-19 e um óbito, além de 15 casos de Influenza A, 4 casos de Influenza B e 40 casos da variante H3N2, com quatro mortes registradas até o momento.
Historicamente, os meses mais frios concentram maior circulação de vírus como Influenza, VSR e rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 não siga um padrão sazonal tão definido, a alta transmissibilidade pode favorecer aumentos de casos ao longo do ano.
Diante desse cenário, a SES orienta os municípios a organizarem, de forma antecipada, os fluxos de identificação, coleta de amostras e notificação de casos, seguindo as notas técnicas estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.
Para o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento antecipado é essencial para evitar sobrecarga no sistema. “Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”, afirmou.
A integração entre vigilância epidemiológica e equipes assistenciais também é considerada estratégica para garantir atendimento e tratamento oportunos, independentemente da confirmação laboratorial.
Segundo a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, iniciar o tratamento rapidamente pode reduzir complicações.“Todos os casos de SRAG e os casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem iniciar o antiviral o mais rápido possível, conforme os protocolos vigentes. Não se deve aguardar confirmação laboratorial quando há indicação clínica, pois o tempo é determinante para evitar casos graves e óbitos”, explicou.
Mesmo sem registros expressivos neste momento, a SES afirma que a estratégia adotada é preventiva. A organização antecipada da rede de saúde, segundo a pasta, tem potencial para reduzir impactos assistenciais e proteger a população durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Vacinação é principal forma de prevenção
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a vacinação contra Influenza e Covid-19 é a medida mais eficaz para evitar casos graves, hospitalizações e mortes, além de ajudar a reduzir a circulação dos vírus na comunidade.
A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que ampliar a cobertura vacinal é fundamental antes do início do período mais crítico de circulação dos vírus respiratórios.“A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”, orienta.
As vacinas estão disponíveis nas unidades de saúde e fazem parte da estratégia de proteção coletiva, especialmente para os grupos mais vulneráveis.
