Pesquisa semanal do O Estado identificou diferenças nos preços de frutas, leite, achocolatado e outros produtos consumidos pelas famílias durante as férias escolares
Durante as férias escolares, produtos consumidos com frequência pelas crianças passam a ter maior presença nas compras das famílias. Levantamento semanal realizado pelo O Estado aponta variações nos preços de frutas, leite, achocolatado e outros itens da alimentação infantil em Campo Grande.
Entre as frutas, a banana lidera as variações da pesquisa. O quilo pode ser encontrado entre R$ 2,95 e R$ 7,99, uma diferença de 170,8%. A maçã também chama atenção, com preços entre R$ 5,39 e R$ 9,99, variação de 85,3%.
Já a laranja, outra opção presente na alimentação das famílias durante o período de férias, registra a maior oscilação de todo o levantamento: 322,8%, com valores entre R$ 1,89 e R$ 7,99 o quilo.
Nos produtos industrializados que costumam compor o café da manhã ou o lanche das crianças, o achocolatado apresenta diferença de 71,6%, sendo vendido entre R$ 9,90 e R$ 16,99. O leite integral, por sua vez, varia 25,3%, com preços entre R$ 4,99 e R$ 6,25 o litro.
O macarrão com ovos, frequentemente utilizado em refeições rápidas durante as férias, registra oscilação de 33,4%, custando entre R$ 3,59 e R$ 4,79.
Produtos básicos também têm variação
Os alimentos básicos da dispensa também apresentam diferenças nos valores conforme o estabelecimento pesquisado. O feijão varia 58,3%, entre R$ 6,79 e R$ 10,75, enquanto o café registra oscilação de 43,1%, sendo encontrado entre R$ 20,90 e R$ 29,90.
O óleo de soja apresenta diferença de 24,3%, com preços entre R$ 5,75 e R$ 7,15. No caso do arroz, a variação é de 20,7%, oscilando entre R$ 14,49 e R$ 17,49.
Entre os hortifrutigranjeiros, o tomate registra variação de 122,3%, com preços entre R$ 4,49 e R$ 9,98 o quilo. A cebola oscila 63%, de R$ 4,89 a R$ 7,99, enquanto o alho apresenta diferença de 50,3%, sendo comercializado entre R$ 19,90 e R$ 29,90.
Carnes e itens de higiene
Nas proteínas, a maior diferença foi observada no frango congelado, cujo preço varia 44,5%, entre R$ 8,99 e R$ 12,99 o quilo. A paleta suína apresenta oscilação de 47,3%, de R$ 12,89 a R$ 18,99. Já o coxão mole registra diferença de 24,8%, sendo encontrado entre R$ 39,89 e R$ 49,80.
Entre os produtos de higiene e limpeza, o papel higiênico continua sendo um dos itens com maior diferença de preços. O pacote com 12 rolos varia 115,4%, custando entre R$ 14,09 e R$ 30,35. O sabão em pó registra oscilação de 75,2%, com preços entre R$ 15,98 e R$ 27,99.
Já o sabonete apresenta diferença de 100,6%, sendo vendido entre R$ 1,59 e R$ 3,19, enquanto a esponja de aço varia 65,3%, de R$ 1,99 a R$ 3,29.
A pesquisa semanal do O Estado foi realizada nesta sexta-feira (10) nos supermercados Pires, Assaí, Nunes, Comper, Atacadão e Fort. Alguns produtos não estavam disponíveis em todos os estabelecimentos no momento do levantamento, razão pela qual determinados itens apresentam menos preços comparados.
Junho:preços ao consumidor
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou o primeiro semestre de 2026 com inflação acumulada de 3,36%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Trata-se da maior alta para o período de janeiro a junho dos últimos quatro anos, desde 2022. Naquele ano, também marcado por eleições presidenciais, a inflação acumulada no primeiro semestre atingiu 5,49%. Tradicionalmente, os preços de parte dos alimentos registram aumento no início do ano em razão da redução da oferta de mercadorias. Em 2026, segundo o IBGE, houve ainda a pressão adicional provocada pela guerra no Irã.
O conflito elevou as cotações internacionais do petróleo, resultando no aumento dos preços dos combustíveis no Brasil. O óleo diesel, principal insumo utilizado no transporte rodoviário de cargas, acumulou alta de 15,68% no primeiro semestre.
Os dados do IPCA indicam que 2026 registrou o primeiro semestre com a maior inflação do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas acumulou inflação de 4,56% entre janeiro e junho.
Esse grupo respondeu por 0,98 ponto percentual do IPCA no período, representando o maior impacto entre os nove grupos de bens e serviços pesquisados pelo índice. Entre os alimentos, o IBGE destacou o tomate, que acumulou alta de 82,41% no primeiro semestre, contribuindo com 0,16 ponto percentual para o IPCA. O produto dividiu a principal pressão inflacionária entre os alimentos com as carnes, que registraram aumento de 5,6% e também contribuíram com 0,16 ponto percentual para o índice.

Por Djeneffer Cordoba
