Mato Grosso do Sul já contabiliza 10.041 casos confirmados de chikungunya em 2026. Ao todo, são 12.663 casos prováveis da doença, segundo o Boletim Epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), divulgado nesta quarta-feira (19), com dados referentes à 32ª semana epidemiológica.

O cenário também chama atenção pelo número de mortes. Até o momento, 30 pessoas morreram em decorrência da chikungunya no Estado. Os óbitos foram registrados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Ainda há uma morte em investigação.

Entre os casos confirmados, o boletim aponta ainda 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, reforçando a necessidade de atenção aos sintomas e de acompanhamento médico durante a gestação.

Dengue

Apesar da maior concentração de casos de chikungunya, a dengue também segue em circulação no Estado. São 4.667 casos prováveis, dos quais 1.978 foram confirmados neste ano.

Em 2026, uma morte por dengue já foi confirmada. A vítima era moradora de Bonito. Outros dois óbitos permanecem em investigação.

Nos últimos 14 dias, 14 municípios apresentaram baixa incidência de casos confirmados da doença: Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Bonito, Coxim, Três Lagoas e Dourados.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e já aplicou 223.322. Desse total, 201.349 doses foram destinadas à população-alvo.

O esquema de imunização é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A recomendação é para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

Prevenção

A SES orienta que pessoas com sintomas de dengue ou chikungunya procurem uma unidade de saúde e não façam uso de medicamentos por conta própria.

Outra medida fundamental é eliminar locais que possam acumular água, como recipientes, vasos, pneus e outros objetos expostos à chuva. Esses ambientes podem servir de criadouro para o Aedes aegypti, mosquito transmissor das duas doenças.

A recomendação é manter quintais e terrenos limpos e verificar regularmente caixas-d’água, calhas, ralos e demais pontos que possam acumular água parada.

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