
Levantamento do IBGE revela a força do setor no Estado, com mais de 24 mil empresas, 148 mil trabalhadores e o varejo concentrando a maior parte dos empregos
O comércio de Mato Grosso do Sul movimentou R$ 149 bilhões em receita operacional bruta em 2024 e pagou cerca de R$ 5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, consolidando sua importância para a economia estadual. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2024.
Segundo o levantamento, Mato Grosso do Sul contabilizou 24.130 unidades locais de empresas comerciais em funcionamento no ano passado, ocupando a 16ª posição entre os estados brasileiros. Desse total, 16.624 estabelecimentos pertencem ao comércio varejista, 4.208 ao atacado e 3.298 ao segmento de veículos automotores e motocicletas.
O setor também foi responsável pela geração de 148.272 postos de trabalho. O comércio varejista concentrou 70,31% dos trabalhadores, seguido pelo atacado (17,21%) e pelo comércio de veículos automotores e motocicletas (12,47%). Neste último segmento, Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com maior participação de empregados no país, ocupando a quarta colocação nacional.
Em relação à remuneração, o salário médio mensal pago pelas empresas comerciais no Estado foi equivalente a 1,8 salário mínimo, colocando Mato Grosso do Sul entre as sete unidades da Federação com os maiores rendimentos médios do setor. O maior salário foi registrado no comércio atacadista, com média de 2,7 salários mínimos, seguido pelo comércio de veículos (2 salários mínimos) e pelo varejo (1,6 salário mínimo).
O estudo mostra ainda que o comércio sul-mato-grossense desembolsou aproximadamente R$ 5 bilhões em salários e outras remunerações ao longo de 2024. O varejo respondeu por 61,1% desse total, enquanto o atacado representou 25% e o comércio de veículos automotores e motocicletas, 13,8%.
No faturamento, o comércio por atacado liderou a receita estadual, com R$ 76,8 bilhões, o equivalente a 51,6% do total movimentado pelo setor. O varejo registrou R$ 59,8 bilhões (40,1%), enquanto o comércio de veículos automotores e motocicletas somou R$ 12,3 bilhões (8,3%). Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul ampliou sua participação na receita bruta do comércio da região Centro-Oeste, passando de 15,3% em 2014 para 16% em 2024.
Outro indicador destacado pelo IBGE foi a margem de comercialização, que alcançou R$ 23,7 bilhões em 2024. Desse montante, quase metade foi gerada pelo comércio atacadista (49,9%), seguido pelo varejo (39,7%) e pelo segmento de veículos automotores e motocicletas (10,4%).
O IBGE ressalta que a edição de 2024 da Pesquisa Anual do Comércio adota uma nova metodologia para identificar empresas ativas, substituindo o critério anteriormente baseado na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A mudança provoca uma ruptura na série histórica da pesquisa, principalmente entre empresas de menor porte, o que exige cautela na comparação dos resultados com anos anteriores.
