
O Conselho Municipal de Saúde de Dourados autorizou o repasse de R$ 6 milhões do Governo do Estado para a Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados), com o objetivo de garantir a compra de insumos e medicamentos para o Hospital da Vida e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
A decisão foi tomada em reunião extraordinária, após a fundação apontar insuficiência de recursos para manter o abastecimento das unidades. A medida foi oficializada em publicação no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (4), em meio ao avanço dos casos de chikungunya na cidade.
O valor será transferido ao município em seis parcelas mensais de R$ 1 milhão. Conforme o documento, o aporte financeiro é considerado extraordinário e foi solicitado diante do atual cenário financeiro enfrentado pela Funsaud.
Com isso, a manutenção do estoque de medicamentos nas duas principais unidades de urgência e emergência de Dourados passa a depender diretamente desses repasses estaduais, ao menos pelos próximos meses. A expectativa é de que o recurso contribua para normalizar o fornecimento de remédios e insumos essenciais ao atendimento da população.
Epidemia de chikungunya pressiona sistema de saúde
O reforço financeiro ocorre em um momento de pressão sobre a rede pública de saúde. Dourados já contabiliza 3.026 casos confirmados de chikungunya, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (4). O número representa aumento em relação ao dia anterior, quando haviam sido registrados 2.971 casos positivos.
Além disso, outros 2.306 casos seguem em investigação, enquanto o total de notificações chegou a 7.609. Ao todo, o município soma 5.332 casos prováveis da doença, considerando os confirmados e suspeitos.
A taxa de positividade está em 57%, índice considerado elevado e que indica intensa circulação do vírus. De acordo com parâmetros epidemiológicos, taxas acima de 5% já sinalizam transmissão não controlada, o que reforça o cenário de epidemia enfrentado pela cidade.
Diante desse contexto, o repasse emergencial busca não apenas recompor os estoques de medicamentos, mas também garantir condições mínimas de atendimento em um período de alta demanda nos serviços de saúde.
