
Levantamento do O Estado acompanha a variação de preços de 30 produtos pesquisados em seis supermercados da Capital
O tomate ficou 28,2% mais barato entre a primeira semana de julho e a primeira de agosto, mas a redução não se repetiu em toda a cesta básica. No mesmo período, o café subiu 14,4%, o arroz teve alta de 8,1% e o óleo de soja, de 8,6%, enquanto a batata registrou queda de 36,7%, segundo pesquisa semanal do O Estado.

Nesta semana, o quilo do tomate chegou a custar R$ 4,99 – Foto: Marcos Maluf
A batata foi o item com a maior queda da pesquisa. O menor preço encontrado passou de R$ 5,99 para R$ 3,79. Logo atrás aparece a laranja, que ficou 33,7% mais barata, passando de R$ 2,49 para R$ 1,65. O tomate também teve forte recuo, de 28,2%, ao cair de R$ 6,95 para R$ 4,99.
Os três produtos costumam apresentar oscilações ao longo do ano em função da oferta e das condições climáticas, fatores que influenciam diretamente a produção e o abastecimento. Quando a disponibilidade aumenta, os preços tendem a recuar nas gôndolas dos supermercados.
Além deles, outros itens também ficaram mais baratos entre julho e agosto. O feijão teve redução de 8,6%, com o menor preço passando de R$ 6,99 para R$ 6,39. O açúcar refinado caiu 5,7%, de R$ 5,29 para R$ 4,99, enquanto a margarina registrou queda de 11,1%, passando de R$ 8,99 para R$ 7,99. O sal também apresentou redução expressiva, de 13%, ao passar de R$ 3,55 para R$ 3,09.
Entre as frutas, o comportamento foi diferente. Enquanto a laranja registrou uma das maiores quedas da pesquisa, a banana foi a única que apresentou alta entre os itens acompanhados. O menor preço encontrado passou de R$ 4,49 para R$ 4,99, aumento de 11,1%. Já a maçã teve redução de 33,4%, com o menor valor encontrado passando de R$ 5,99 para R$ 3,99.
Café volta a subir
Se os hortifrutis deram algum fôlego ao orçamento, parte dos produtos presentes diariamente na despensa voltou a pesar no bolso. O café registrou a principal alta entre os alimentos básicos pesquisados. O menor preço encontrado passou de R$ 20,90 para R$ 23,90, aumento de 14,4%.
O arroz também ficou mais caro. O menor valor passou de R$ 14,75 para R$ 15,95, alta de 8,1%. O óleo de soja acompanhou esse movimento e registrou aumento de 8,6%, passando de R$ 5,79 para R$ 6,29. O leite integral também apresentou reajuste, ainda que mais discreto, de 4%, com o menor preço subindo de R$ 4,99 para R$ 5,19.
Entre os produtos que praticamente não sofreram alteração estão o extrato de tomate, os ovos e o sabão em barra, cujos menores preços permaneceram os mesmos nas duas pesquisas.
Higiene tem maior alta da pesquisa
Na comparação dos itens de higiene e limpeza, o sabonete apresentou a maior alta percentual de todo o levantamento. O menor preço passou de R$ 1,59 para R$ 2,49, aumento de 56,6%. O creme dental também ficou mais caro, com reajuste de 3,7%.
Por outro lado, alguns produtos desse grupo ficaram mais baratos. O papel higiênico apresentou uma das maiores reduções da pesquisa. O menor preço encontrado caiu de R$ 27,39 para R$ 20,90, recuo de 23,7%. O sabão em pó também registrou queda de 11,9%, passando de R$ 22,59 para R$ 19,90. A esponja de aço ficou 17,1% mais barata, enquanto o detergente teve redução de 8,4%.
Nas carnes, o cenário foi de estabilidade. O frango congelado teve variação de apenas 1,1%, passando de R$ 8,85 para R$ 8,95 no menor preço encontrado. O coxão mole permaneceu praticamente no mesmo patamar, variando de R$ 39,89 para R$ 39,90. A exceção foi a paleta suína, que apresentou queda de 6,7%, passando de R$ 14,89 para R$ 13,89.

Por Djeneffer Cordoba
