
Operação de emergência garantiu o deslocamento de equipes médicas e levou dois rins e um fígado captados em Três Lagoas até hospitais da Capital
Uma operação de emergência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) garantiu, na noite desta segunda-feira (17), o transporte rápido de órgãos destinados a transplantes em Campo Grande. A ação foi realizada em apoio às equipes da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET/MS).
A operação começou com o deslocamento aéreo de equipes médicas de Campo Grande até o Aeroporto de Andradina, em São Paulo. De lá, os policiais fizeram a escolta terrestre até Três Lagoas, onde os profissionais realizaram a captação dos órgãos.
Foram captados dois rins e um fígado, que precisavam ser transportados com agilidade para garantir a continuidade do processo de transplante.
Após a captação, a PRF realizou uma nova escolta, levando a equipe médica de volta ao aeroporto paulista para o embarque com destino a Mato Grosso do Sul.
Já em Campo Grande, os órgãos foram encaminhados ao Hospital do Pênfigo e à Santa Casa, onde seriam realizados os procedimentos de transplante.
Operação exige agilidade
O transporte de órgãos para transplantes envolve prazos rigorosos e depende de uma logística integrada entre equipes médicas, centrais de transplantes e órgãos responsáveis pelo deslocamento.
Nesse contexto, a escolta policial permite reduzir o tempo de viagem e garantir maior agilidade durante o trajeto, especialmente quando há deslocamentos entre diferentes municípios e estados.
Doação pode salvar vidas
A Central Estadual de Transplantes reforça a importância da doação de órgãos. Um único doador pode beneficiar até oito pessoas que aguardam por um transplante.
No Brasil, a doação depende da autorização da família. Por isso, comunicar aos parentes a decisão de ser doador é fundamental para que o desejo seja respeitado após a morte.
