A segunda fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) em oito estados brasileiros para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis e comandado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em Mato Grosso do Sul, há cumprimento de mandado no município de Iguatemi.

A força-tarefa nacional mobiliza cerca de 1.400 agentes para o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão. Ao todo, são 59 mandados expedidos contra pessoas físicas e jurídicas nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava fintechs e uma rede de empresas para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas e movimentar cifras bilionárias no mercado de combustíveis.

Conforme as autoridades da Fazenda de São Paulo, o esquema provocou sonegação superior a R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. As irregularidades foram identificadas em diferentes etapas da cadeia produtiva e de distribuição de combustíveis. As investigações apontam ainda que o grupo utilizava centenas de empresas para dissimular recursos de origem criminosa, além de práticas de adulteração de produtos e fraudes fiscais que aumentavam os lucros da organização e prejudicavam consumidores e empresas do setor.

As apurações também indicam que operações financeiras realizadas por meio de fintechs dificultavam o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Posteriormente, os valores eram ocultados em fundos de investimento estruturados em várias camadas para impedir a identificação dos beneficiários finais. Entre 2020 e 2024, segundo os investigadores, os envolvidos importaram mais de R$ 10 bilhões em combustíveis, incluindo nafta, hidrocarbonetos e diesel, utilizando importadoras que atuavam como intermediárias no esquema criminoso.

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