
O forte temporal que atingiu Campo Grande entre a noite de domingo (17) e a madrugada desta segunda-feira (18) provocou estragos em diversas regiões da cidade. Um dos pontos mais afetados foi o cruzamento da Rua Jeribá com a Avenida Ricardo Brandão, nos fundos da Câmara Municipal, na Vila Manoel da Costa, onde o asfalto afundou, esfarelou e ficou com aparência de “onda” no meio da pista. Na manhã desta segunda-feira, o trecho já estava sinalizado com cones para evitar acidentes.
Imagens registradas no local mostram rachaduras, buracos e partes do pavimento cedendo após o grande volume de chuva. Em alguns pontos, o asfalto aparenta estar oco, enquanto a camada superficial se soltou completamente. Segundo dados meteorológicos, a região entre o Parque dos Poderes e o Shopping Campo Grande acumulou 51,8 milímetros de chuva. Já na região central da Capital, o volume registrado foi de 23,3 milímetros.
Motoristas que passaram pela Rua Jeribá relataram preocupação com o risco de novos afundamentos no local. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Campo Grande informou que equipes devem ir até a região para realizar os reparos necessários.
A chuva intensa também provocou alagamentos em importantes vias da cidade, incluindo a Avenida Afonso Pena e o cruzamento da Avenida Ricardo Brandão com a Rua Bahia, onde motoristas enfrentaram dificuldades para atravessar devido à força da enxurrada. Desde as primeiras horas do dia, pancadas rápidas, porém volumosas, causaram transtornos em diferentes bairros da Capital.
Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima, a previsão segue indicando chuvas intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento até o fim do dia. O cenário é provocado pelo avanço de uma nova frente fria combinado ao transporte de ar quente e úmido, além da atuação de cavados que favorecem a formação de tempestades em Mato Grosso do Sul.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, Campo Grande registrou acumulado de 27,4 milímetros de chuva nas últimas 12 horas. A mudança no tempo já era esperada devido ao avanço da frente fria pelo sul do Estado.
Na Rua Tipuana, no bairro Coophatrabalho, moradores voltaram a sofrer com alagamentos dentro das residências. Uma moradora, que vive no bairro há mais de 30 anos, afirmou que o problema se repete sempre que chove forte. Segundo ela, adaptações precisaram ser feitas para impedir que a água invadisse completamente o imóvel, mas os prejuízos seguem frequentes para moradores da região.
Outros pontos da Capital também registraram alagamentos, como a Avenida José Nogueira Vieira, no bairro Tiradentes, além das ruas Rubens Francisco com Cezar Augusto Teles, no Núcleo Industrial, Cabedelo, no Guanandi II, e Cavari, no bairro Santa Emília. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, para informações sobre todos os estragos provocados pela chuva, mas até a publicação desta reportagem, não obtivemos retorno. O Espaço segue aberto para atualização de informaões.
Além de Campo Grande, o temporal acompanhado de granizo causou severos danos em Deodápolis e no distrito de Lagoa Bonita no último sábado (16). Levantamento inicial da Defesa Civil aponta que mais de 200 residências sofreram destelhamentos, infiltrações e alagamentos. Diante da situação, o prefeito Jean Gomes confirmou que o município irá decretar situação de emergência para acelerar as ações de socorro.

Estragos provocados em Deodápolis – Foto: reprodução, Alvorada Informa
O Hospital Municipal Cristo Rei também foi atingido pela tempestade e registrou alagamentos em diversos setores. Por segurança, o pronto-socorro foi transferido provisoriamente para o Posto de Saúde Santo Antônio, enquanto pacientes em estado grave foram encaminhados para Dourados. Já a Escola Municipal Cícero Reinaldo apresentou infiltrações e goteiras, e passa por avaliação técnica.
A prefeitura de Deodápolis montou uma força-tarefa para atender as famílias afetadas. Lonas estão sendo distribuídas para proteger móveis e residências, enquanto famílias em situação de vulnerabilidade terão prioridade no recebimento de telhas. Dois pontos de acolhimento também foram disponibilizados para moradores desalojados, com suporte social e alimentação.
