
A educação aparece com propostas de diferentes frentes nos planos dos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul. Entre os principais temas estão a ampliação do ensino em tempo integral, formação técnica, infraestrutura escolar, valorização dos profissionais da educação, combate à evasão e uso de tecnologia.
Os documentos também apresentam diagnósticos distintos sobre os problemas da rede estadual e apontam caminhos que vão desde mudanças na carreira dos professores até ações voltadas à permanência dos estudantes e à conexão entre ensino e mercado de trabalho.
Eduardo Riedel (PP)
O governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, propõe dar continuidade às políticas já adotadas na rede estadual e concentrar a próxima etapa nos primeiros anos da educação básica. O plano prevê maior cooperação com os municípios, principalmente na educação infantil e no ensino fundamental.
Entre as propostas estão a ampliação das políticas de alfabetização e aprendizagem em matemática, expansão do ensino em tempo integral, formação continuada de professores e gestores e fortalecimento da educação profissional de acordo com as vocações econômicas de cada região.
O documento também prevê ampliar o uso de tecnologia, robótica e inovação nas escolas, manter um programa de modernização da infraestrutura e adotar medidas para reduzir a evasão escolar. Na educação inclusiva, a proposta inclui qualificar profissionais de apoio e ampliar o AEE (Atendimento Educacional Especializado).
Fábio Trad (PT)
Fábio Trad apresenta um plano que identifica desigualdades entre regiões, municípios e grupos sociais como um dos principais problemas da educação estadual. O documento cita dificuldades de infraestrutura, conectividade, falta de profissionais e condições de aprendizagem, especialmente em áreas do interior, periferias, comunidades indígenas e regiões de fronteira.
Entre as propostas está a ampliação gradual do número de professores concursados e o fim da diferença salarial entre docentes efetivos e contratados. O candidato também propõe realizar um Censo da Educação da Rede Estadual para identificar necessidades de construção, reforma e ampliação de escolas.
A lista inclui ainda escolas conectadas com internet de alta velocidade, laboratórios digitais, fortalecimento do ensino técnico em parceria com instituições como o IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e o Sistema S, além de um programa de permanência escolar integrado ao Pé-de-Meia, com apoio psicossocial, transporte, alimentação e busca ativa.
Trad também propõe ampliar o ensino integral em regiões vulneráveis, criar um programa de ciência e inovação para jovens, modernizar a infraestrutura escolar e fortalecer a educação indígena, do campo e de fronteira.
Jeferson Bezerra (Agir)
O plano de Jeferson Bezerra concentra a proposta educacional em dois pontos: valorização dos profissionais da área e expansão do ensino técnico.
A ideia apresentada é ampliar a formação profissional de acordo com as vocações econômicas de cada região de Mato Grosso do Sul, aproximando a educação das características e necessidades do mercado de trabalho local.
Lucien Rezende (PSOL)
Lucien Rezende defende uma política educacional pública, gratuita, inclusiva e de qualidade, com foco tanto nos estudantes quanto nos profissionais e demais integrantes da comunidade escolar.
Entre as propostas estão a ampliação da educação em período integral, com atividades de aprendizagem, cultura, esporte e lazer, além da valorização de professores e servidores administrativos por meio de melhores condições de trabalho, formação continuada e respeito aos direitos da categoria.
O candidato também propõe a realização de concursos públicos para suprir a falta de profissionais na rede de ensino.
Renato Gomes (DC)
Renato Gomes coloca a educação como um dos pilares do plano de governo e defende uma formação mais ligada às necessidades do mercado de trabalho estadual. Uma das propostas é reformular o MS Qualifica e aproximar o ensino médio técnico das vagas disponíveis no Estado, com participação de instituições como Senai, Senac, Sebrae e universidades. O plano também prevê fortalecer a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).
O candidato propõe ampliar escolas em tempo integral, estabelecer critérios de desempenho para diretores e realizar concursos para professores. Outra frente é a recuperação do ensino médio, com gestão por resultados, busca ativa de estudantes e acompanhamento de indicadores como IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), distorção idade-série e abandono escolar.
O plano ainda prevê cofinanciamento de creches de zero a três anos com os municípios, ações de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e alfabetização de idosos. Na infraestrutura, a proposta prioriza saneamento em escolas consideradas de maior risco, além da implantação de laboratórios e melhorias na conectividade.
Por Danielly Carvalho
