
A cinco dias das eleições, os adereços com as cores da bandeira brasileira têm vendido mais do que durante a Copa do Mundo, segundo o ambulante Eduardo da Silva, que comercializa os produtos nas ruas de Campo Grande.
Com cerca de R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil investidos em mercadorias, parte delas compradas para o Mundial, ele pretende aproveitar o dia da votação para vender o que ainda resta no estoque. “Estou vendendo desde a Copa. Aí o Brasil perdeu, guardei o estoque para aproveitar as eleições. Agora está saindo. Melhor agora”, contou.

Apesar de reconhecer que os produtos são associados à seleção brasileira, Eduardo afirma que, na percepção dele, a maior parte dos compradores ainda é formada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ambulante relata que não percebe a mesma procura entre eleitores do PT, mesmo com a presença de pessoas da esquerda usando camisas do Brasil em manifestações e publicações nas redes sociais.
A camisa, segundo ele, é o item mais procurado pelos clientes. Embora também tenha outros adereços, o comerciante afirma que as pessoas que passam pelo ponto de venda demonstram maior interesse em vestir as cores nacionais.
Autônomo, Eduardo trabalha nas ruas desde 2019. A expectativa é permanecer durante todo o domingo eleitoral na porta de uma escola, com as mercadorias expostas em um varal, para tentar comercializar o estoque restante.
“Eu tenho bastante produto. Eu tinha comprado para a Copa, não saiu muito, aí agora tem que desovar tudo. No dia da eleição eu vou para a porta de uma escola, fazer um varal e tentar vender”, afirmou.
O ambulante diz estar com uma quantidade considerável de produtos e pretende aproveitar o fluxo de eleitores para recuperar o dinheiro investido. Parte das mercadorias, que não teve saída durante a Copa, ficou guardada até o período eleitoral.

“Eu investi uns R$ 1,2 mil, R$ 1,5 mil. Eu tinha comprado na Copa, aí não saiu muito. Agora tenho que tentar vender tudo. Vou ficar de manhã até de noite, até o final da apuração”, disse Eduardo.
A associação entre os símbolos nacionais e a disputa política também aparece na percepção do comerciante sobre o perfil dos consumidores. Para ele, mesmo com a tentativa de desvincular a camisa da seleção de um único grupo político, a procura continua concentrada entre os eleitores de direita.
Eventos que viram oportunidades
O Sebrae/MS destaca que datas sazonais e grandes eventos podem criar oportunidades para pequenos negócios.Eventos de grande repercussão, como eleições, podem estimular o comércio de rua e gerar renda para pequenos vendedores.
Em Campo Grande, pesquisa do IPF-MS (Instituto de Pesquisa da Fecomércio), em parceria com o Sebrae/MS, estimou que o Dia dos Namorados de 2026 movimentaria R$ 134,03 milhões, somando presentes e comemorações. Embora o valor não represente o impacto econômico das eleições, o levantamento ilustra como períodos que despertam o interesse do consumidor podem estimular diferentes segmentos do comércio.
No caso de Campo Grande, a eleição também representa uma oportunidade para o ambulante recuperar parte do investimento feito anteriormente e transformar produtos que tiveram menor saída durante o Mundial em receita. A procura por camisas e adereços evidencia como o consumo pode acompanhar o calendário de eventos e o comportamento do público.
Por Djeneffer Cordoba
A cinco dias das eleições, os adereços com as cores da bandeira brasileira têm vendido mais do que durante a Copa do Mundo, segundo o ambulante Eduardo da Silva, que comercializa os produtos nas ruas de Campo Grande.
Com cerca de R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil investidos em mercadorias, parte delas compradas para o Mundial, ele pretende aproveitar o dia da votação para vender o que ainda resta no estoque. “Estou vendendo desde a Copa. Aí o Brasil perdeu, guardei o estoque para aproveitar as eleições. Agora está saindo. Melhor agora”, contou.

Apesar de reconhecer que os produtos são associados à seleção brasileira, Eduardo afirma que, na percepção dele, a maior parte dos compradores ainda é formada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ambulante relata que não percebe a mesma procura entre eleitores do PT, mesmo com a presença de pessoas da esquerda usando camisas do Brasil em manifestações e publicações nas redes sociais.
A camisa, segundo ele, é o item mais procurado pelos clientes. Embora também tenha outros adereços, o comerciante afirma que as pessoas que passam pelo ponto de venda demonstram maior interesse em vestir as cores nacionais.
Autônomo, Eduardo trabalha nas ruas desde 2019. A expectativa é permanecer durante todo o domingo eleitoral na porta de uma escola, com as mercadorias expostas em um varal, para tentar comercializar o estoque restante.
“Eu tenho bastante produto. Eu tinha comprado para a Copa, não saiu muito, aí agora tem que desovar tudo. No dia da eleição eu vou para a porta de uma escola, fazer um varal e tentar vender”, afirmou.
O ambulante diz estar com uma quantidade considerável de produtos e pretende aproveitar o fluxo de eleitores para recuperar o dinheiro investido. Parte das mercadorias, que não teve saída durante a Copa, ficou guardada até o período eleitoral.

“Eu investi uns R$ 1,2 mil, R$ 1,5 mil. Eu tinha comprado na Copa, aí não saiu muito. Agora tenho que tentar vender tudo. Vou ficar de manhã até de noite, até o final da apuração”, disse Eduardo.
A associação entre os símbolos nacionais e a disputa política também aparece na percepção do comerciante sobre o perfil dos consumidores. Para ele, mesmo com a tentativa de desvincular a camisa da seleção de um único grupo político, a procura continua concentrada entre os eleitores de direita.
Eventos que viram oportunidades
O Sebrae/MS destaca que datas sazonais e grandes eventos podem criar oportunidades para pequenos negócios.Eventos de grande repercussão, como eleições, podem estimular o comércio de rua e gerar renda para pequenos vendedores.
Em Campo Grande, pesquisa do IPF-MS (Instituto de Pesquisa da Fecomércio), em parceria com o Sebrae/MS, estimou que o Dia dos Namorados de 2026 movimentaria R$ 134,03 milhões, somando presentes e comemorações. Embora o valor não represente o impacto econômico das eleições, o levantamento ilustra como períodos que despertam o interesse do consumidor podem estimular diferentes segmentos do comércio.
No caso de Campo Grande, a eleição também representa uma oportunidade para o ambulante recuperar parte do investimento feito anteriormente e transformar produtos que tiveram menor saída durante o Mundial em receita. A procura por camisas e adereços evidencia como o consumo pode acompanhar o calendário de eventos e o comportamento do público.
Por Djeneffer Cordoba
