
Campo Grande confirmou nessa segunda-feira (20) o 11º caso de raiva em morcegos registrado em 2026, número que iguala todo o total contabilizado ao longo de 2025. O animal infectado foi encontrado na Vila Nasser e teve a presença do vírus confirmada após análise laboratorial, levando o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) a reforçar as orientações de prevenção aos moradores.
De acordo com a prefeitura, o morcego foi recolhido no perímetro urbano e encaminhado para exames, que confirmaram a infecção. Apesar do aumento dos registros neste ano, o município afirma que a situação não é considerada alarmante, mas exige monitoramento constante e medidas preventivas para evitar a transmissão da doença.
Além da Vila Nasser, os outros casos de 2026 foram registrados nos bairros Vivendas do Bosque, Centro (com três ocorrências), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Francisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto.
A principal recomendação das autoridades é manter cães e gatos com a vacinação antirrábica em dia. Embora a maioria dos morcegos encontrados na cidade seja frugívora ou insetívora, e não ofereça risco em condições normais, alguns podem estar contaminados pelo vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, incluindo seres humanos.
O último caso de raiva humana registrado em Campo Grande ocorreu em 1968. Em Mato Grosso do Sul, a ocorrência mais recente foi confirmada em 2015, no município de Corumbá.
Nota da Sesau
“A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), informa que foi confirmado o 11º caso de raiva em morcego em Campo Grande neste ano, igualando o total de registros de todo o ano de 2025.
O morcego foi recolhido na região da Vila Nasser e teve resultado positivo para o vírus da raiva após análise laboratorial. Apesar do aumento no número de ocorrências, a situação não é considerada alarmante, mas reforça a necessidade de vigilância contínua e adoção de medidas preventivas.
A Sesau orienta que a população não toque em morcegos encontrados caídos, voando durante o dia ou pendurados em locais baixos. Nesses casos, o animal deve ser isolado, evitando o contato com pessoas e animais domésticos, e o CCZ deve ser acionado para realizar o recolhimento de forma segura.
Também é fundamental manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia, já que a imunização dos animais é uma das principais formas de prevenção da doença.
Em caso de contato direto com morcego suspeito, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e, se necessário, iniciar o protocolo de profilaxia contra a raiva.”
