
Preço dos alimentos teve alta de 0,18% em setembro; tomate e batata lideraram os aumentos, enquanto leite e carne bovina ficaram mais baratos
O preço da cesta básica em Campo Grande subiu 0,18% em setembro de 2026, na comparação com agosto, e chegou a R$ 806,56. Apesar da pequena variação mensal, o custo dos alimentos essenciais acumula alta de 3,95% desde dezembro de 2025, pressionando o orçamento das famílias.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Cesta básica compromete 53,79% da renda líquida
Em setembro, o trabalhador que recebia o salário mínimo nacional de R$ 1.621 precisou destinar 53,79% da renda líquida à compra dos alimentos da cesta básica, considerando o desconto da contribuição previdenciária.
O levantamento também aponta que foram necessárias 109 horas e 28 minutos de trabalho para adquirir os produtos básicos no mês.
Na comparação com setembro de 2025, quando a cesta comprometia 55,60% da renda líquida, a proporção foi menor em 2026. Ainda assim, o custo dos alimentos continuou representando mais da metade do rendimento líquido de quem recebe o salário mínimo.
Tomate e batata lideram aumentos em setembro
A variação dos preços em Campo Grande foi marcada por aumentos expressivos em alguns produtos. O tomate teve a maior alta mensal, de 19,40%, seguido pela batata, com 13,10%, e pelo arroz agulhinha, que subiu 4,77%.
O óleo de soja também ficou mais caro, com aumento de 1,70%, enquanto o pão francês registrou alta de 1,10%.
Por outro lado, oito dos 13 produtos pesquisados apresentaram queda de preço. O leite integral teve a maior redução, de 4,28%, seguido pelo feijão carioca (-3,46%), café em pó (-2,70%), carne bovina de primeira (-2,47%) e banana (-2,37%).
Também ficaram mais baratos a manteiga (-1,05%), a farinha de trigo (-0,69%) e o açúcar cristal (-0,35%).
Batata acumula alta de 69,47% em 12 meses
Na comparação entre setembro de 2025 e setembro de 2026, a batata acumulou aumento de 69,47% em Campo Grande. O feijão carioca teve alta de 27,81%, enquanto o tomate subiu 12,32% e a carne bovina de primeira, 6,13%.
Entre os produtos que ficaram mais baratos no período, o destaque foi o açúcar cristal, com queda de 26,04%, seguido pelo café em pó, que recuou 23,74%. O leite integral também apresentou redução, de 5,83%.
No acumulado de 2026, o tomate subiu 39,53%, a batata aumentou 33,33% e o feijão carioca ficou 27,43% mais caro. Em sentido contrário, o açúcar cristal, com queda de 26,04%, seguido pelo café em pó, que recuou 23,74%. O leite integral também apresentou redução, de 5,83%.
No acumulado de 2026, o tomate subiu 39,53%, a batata aumentou 33,33% e o feijão carioca ficou 27,43% mais caro. Em sentido contrário, o açúcar cristal caiu 20,22% e o café em pó teve redução de 20,09%.
