Começa neste domingo (30) em Mato Grosso do Sul a Operação Bocaiúva 2026, voltada ao combate à captura, ao transporte e ao tráfico de aves e outros animais silvestres. A fiscalização será reforçada até 30 de outubro, período escolhido por coincidir com a fase de reprodução de diversas espécies.

A operação é realizada pelo 2º BPMA (Batalhão de Polícia Militar Ambiental) e terá atenção especial em municípios onde já foram identificadas situações relacionadas à captura e ao transporte ilegal de animais. Entre as cidades consideradas prioritárias estão Naviraí, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Jateí, Glória de Dourados, Itaquiraí, Batayporã, Taquarussu, Mundo Novo, Bataguassu e Cassilândia.

Durante a ação, as equipes farão patrulhamento preventivo e fiscalizações em barreiras fixas e móveis. Também serão realizadas abordagens em estradas e buscas em veículos para identificar possíveis animais sendo transportados de forma irregular.

A fiscalização também deve chegar a áreas de reprodução

Além das abordagens nas rodovias, o batalhão informou que as equipes vão atuar em locais onde as aves costumam construir ninhos. Propriedades rurais e vias de acesso que já foram relacionadas à captura ou ao transporte clandestino também estarão no foco da operação.

A escolha do período não é por acaso. A época de reprodução torna a fiscalização ainda mais importante, já que a retirada de aves da natureza pode afetar diretamente a reprodução e a manutenção das populações de espécies silvestres. Caso sejam encontradas irregularidades, os policiais poderão adotar medidas administrativas e criminais, conforme a situação identificada durante as fiscalizações.

Segundo o 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, a Operação Bocaiúva pretende ir além da apreensão de animais e da responsabilização de envolvidos. A proposta é ampliar a presença da fiscalização em regiões consideradas ambientalmente vulneráveis e contribuir para a preservação da fauna e dos ecossistemas de Mato Grosso do Sul.

A orientação é que a população não compre, mantenha em cativeiro ou transporte animais silvestres sem a devida autorização. Além de estimular o tráfico, essas práticas podem causar impactos à fauna e configurar crime ambiental.

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