Pesquisa semanal de preços aponta queda de quase 9% no valor médio do feijão

 O encerramento de agosto traz um alento para as famílias em Campo Grande. O mais recente levantamento feito pelo Jornal O Estado de preços da cesta básica revela que os dois principais componentes do prato do brasileiro, o arroz e o feijão, registraram queda em seus preços médios na comparação com a semana anterior, sinalizando maior concorrência entre as redes de varejo locais.

 O grande destaque da pesquisa é o recuo no preço do feijão (1kg). No levantamento anterior, realizado no dia 21 de agosto, o preço médio do produto nas gôndolas da capital estava em R$ 7,98. Já na pesquisa atual, concluída nesta sexta-feira (28), a média despencou para R$ 7,28, o que representa uma queda de 8,77% em apenas sete dias.

 Essa redução foi observada na maioria dos estabelecimentos pesquisados. Em um dos supermercados monitorados, o preço do pacote caiu de R$ 7,75 para R$ 6,99. A maior queda nominal foi identificada em uma rede de varejo, onde o feijão de mesma marca passou de R$ 9,98 para R$ 6,99, representando uma economia de R$ 2,99 por pacote ao consumidor. Outra diminuição importante ocorreu em uma conhecida unidade na avenida Coronel Antonino, onde o preço recuou de R$ 7,99 para R$ 6,89.

 O arroz (5kg) também acompanhou a tendência de alívio. O preço médio do produto nos supermercados consultados passou de R$ 18,57 no dia 21 de agosto, para R$ 18,46 no dia 28 de agosto, uma retração de 0,6%. No entanto, em pontos específicos de venda, o recuo foi bastante vantajoso para o consumidor, com casos de uma queda expressiva de R$ 2,01, passando de R$ 19,90 para R$ 17,89.

 Outros produtos essenciais de mercearia também apresentaram retração no período, colaborando para a redução do custo final da cesta. O preço médio do óleo de soja registrou queda de 5,17%, recuando de R$ 6,91 para R$ 6,55. O menor valor para o produto foi de R$ 6,29 em dois estabelecimentos monitorados. Por sua vez, hortifrútis de grande consumo, como a batata e a cebola, mantiveram trajetória de preços baixos, sendo comercializados a partir de R$ 3,49 e R$ 3,99 o quilo, respectivamente, nos pontos de venda com maior apelo de desconto.

 A variação de preços entre os locais de compra reforça a importância de o consumidor realizar a tradicional pesquisa antes de abastecer a despensa. A diferença entre o estabelecimento com o preço mais alto e o mais barato para o arroz chega a 14,5%, enquanto para o feijão a oscilação alcança 15,3%.

 Compra mensal ou reposição fracionada?

A organização do orçamento doméstico começa muito antes dos produtos passarem pelo caixa. Uma das dúvidas mais comuns entre as famílias é se vale mais a pena concentrar as despesas em uma grande compra mensal ou fracionar as idas ao mercado semanalmente. Conforme especialistas econômicos, a melhor estratégia é combinar o abastecimento em volume de itens não perecíveis com compras semanais de alimentos frescos.

 A chamada “compra do mês” deve focar em produtos não perecíveis, materiais de limpeza, higiene pessoal, bebidas e produtos de mercearia de longa validade. Já as idas semanais devem focar em hortifrúti fresco e açougue, garantindo frescor e evitando o desperdício de alimentos.

 Para manter o equilíbrio financeiro e a organização doméstica, algumas condutas básicas são fundamentais para o consumidor:

 1. Elaboração prévia de lista de checagem com base na verificação dos itens já existentes na despensa e no congelador;

 2. Planejamento das refeições conforme a validade dos produtos disponíveis para evitar perdas;

 3. Comparação do valor por unidade ou peso em diferentes embalagens;

 4. Posicionamento, nas prateleiras e geladeira, dos produtos com vencimento mais próximo à frente daqueles recém-adquiridos;

 5. Organização visual dos armários para impedir a duplicação desnecessária de itens durante a compra.

Por: Enzo Pereira

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