Número de ausências registrado pela Sesau aumentou 4,44% em relação ao mesmo período em 2025

O Jornal O Estado noticiou na edição deste sábado (18), que muitos pacientes não só de Campo Grande, mas também dos municípios do interior de Mato Grosso do Sul estão arcando com os custos do pagamento de consultas e exames em clínicas populares para conseguir o acesso aos tratamentos de saúde. Enquanto isso, mais de 104 mil consultas, exames e procedimentos especializados deixaram de ser realizados somente em Campo Grande no primeiro semestre deste ano porque os pacientes não compareceram aos atendimentos agendados pela rede pública de saúde. Os dados são da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que aponta crescimento no número de faltas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo os dados obtidos com exclusividade pelo Jornal O Estado, entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 104.493 atendimentos ambulatoriais agendados que não aconteceram devido à ausência dos pacientes. No mesmo intervalo de 2025, o número foi de 100.052 faltas, um aumento de 4.441 atendimentos não realizados. Na comparação mensal e diária, é possível identificar que na prática, foram quase 17,5 mil atendimentos perdidos por mês e em média, cerca de 577 (ou 580) atendimentos deixaram de ser realizados por dia (incluindo sábados e domingos).

De acordo com a Sesau, o relatório mostra que o índice de absenteísmo continua elevado e interfere diretamente na prestação dos serviços de saúde. “As faltas em consultas, exames e procedimentos especializados geram impacto direto no sistema, pois deixam vagas ociosas, aumentam o tempo de espera de outros pacientes e comprometem a utilização dos recursos públicos”, informou a secretaria.

A pasta também orienta os pacientes a manterem os dados cadastrais atualizados nas unidades de saúde e comunicarem com antecedência caso não possam comparecer ao atendimento. Conforme a Sesau, o cancelamento prévio permite que a vaga seja disponibilizada para outro usuário que aguarda na fila.

Os números sobre as faltas de pacientes foram divulgados poucos dias após ser protocolado na ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) o Projeto de Lei 105/2026, que propõe ampliar a transparência das filas de regulação do SUS (Sistema Único de Saúde). A proposta prevê a criação de um painel eletrônico para que pacientes acompanhem a situação de consultas, exames, cirurgias, internações e outros procedimentos regulados pelo Estado.

Por Biel Gill

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