Foram identificadas reações severas após o uso da vacina

No início da tarde desta segunda-feira (8), o ministro Alexandre Padilha, do Ministério da Saúde, anunciou a suspensão do uso da vacina produzida pelo Instituto Butantan. Mato Grosso do Sul passou a aplicar a vacina após constatar epidemia de chikungunya.

Ainda conforme o ministro, foram identificadas 42 reações severas em pessoas que receberam a vacina. Entre esses casos, há duas mortes. Porém, ainda não há confirmação da relação direta da aplicação da vacina com os óbitos.

No entanto, o Ministério da Saúde determinou a suspensão até que ocorram todas as investigações.

Vacina em MS

Mato Grosso do Sul recebeu lotes da vacina após constatar uma epidemia de chikungunya, com Dourados como epicentro. Deste então, profissionais da Saúde passaram a receber as vacinas após a aplicação no grupo pré-determinado, especialmente nas aldeias de Dourados e outros municípios.

Inicialmente, Mato Grosso do Sul já recebeu 241.030 doses da vacina Qdenga contra a dengue. Desse total, 147.123 foram aplicadas como primeira dose e 88.420 como segunda.

Já em fevereiro, Mato Grosso do Sul recebeu outras 7.878 doses da vacina do Instituto Butantan contra a dengue. Diferentemente da Qdenga, o imunizante é aplicado em dose única, por via subcutânea. A indicação foi para pessoas de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias.

Chikungunya em Dourados

Dourados confirmou a 14ª morte por chikungunya na manhã de sexta-feira (5) e passou a concentrar mais de um terço de todos os óbitos registrados pela doença no Brasil em 2026. Com a nova confirmação, Mato Grosso do Sul chega a 22 mortes pela doença neste ano.

A vítima mais recente é um homem de 68 anos, que estava internado no Hospital Universitário desde o dia 15 de maio e morreu em 3 de junho. De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), ele apresentava comorbidades, entre elas, doença respiratória crônica e diabetes.

MS concentra 61% das mortes no Brasil

Considerado o epicentro da chikungunya no país, Mato Grosso do Sul concentra 61,1% das 36 mortes registradas nacionalmente em 2026. O Estado também acumula 12.864 notificações da doença.

Das 22 mortes confirmadas em MS, 14 ocorreram em Dourados. Na sequência, aparecem Bonito e Jardim, com dois óbitos cada. Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Douradina e Itaporã registraram uma morte cada.

Os demais casos ocorreram em Minas Gerais (2), Goiás (2), São Paulo (3), Pernambuco (2), Rondônia (1), Roraima (1), Mato Grosso (1) e, por fim, Bahia (1).

Dourados chega a 14 mortes

Somente Dourados responde por 38,9% dos óbitos do Brasil e por 63,6% das mortes registradas em território sul-mato-grossense. Neste ano, o município contabilizou 9.333 notificações de chikungunya. Desse total, 4.951 casos são considerados prováveis, 4.545 foram confirmados, 406 seguem em investigação e 4.382 foram descartados, conforme o boletim epidemiológico divulgado na última sexta-feira.

Atualmente, 29 pacientes permanecem internados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade dos exames é de 50%, indicando que metade das pessoas testadas com sintomas teve diagnóstico confirmado de chikungunya.

Dos 14 óbitos registrados em Dourados, dez ocorreram entre indígenas. Entre as vítimas, estão três bebês — de 48 dias, um mês e três meses de idade —, uma criança de 12 anos e dez adultos, em sua maioria idosos, com idades entre 29 e 82 anos.

Além das mortes já confirmadas, quatro óbitos seguem sob investigação. Os casos envolvem uma mulher de 74 anos com doença renal crônica e hipertensão arterial; um homem de 71 anos com diabetes mellitus; um homem de 43 anos sem registro de comorbidades; e um indígena de 19 anos, que morreu no Hospital da Missão em 29 de maio.

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