
O planejamento financeiro e a pesquisa de mercado despontam como as principais ferramentas para o consumidor que deseja economizar nas festas de fim de ano em Mato Grosso do Sul. Embora dezembro pareça distante, o varejo de Campo Grande já começa a se movimentar de forma discreta para receber os produtos sazonais. Especialistas apontam que o hábito de antecipar as compras, especialmente em setembro, garante uma diferença expressiva no bolso.
O principal exemplo dessa disparidade é o panetone. Um levantamento do jornal O Estado nos supermercados revela que o preço médio do panetone tradicional de 400g em setembro gira em torno de R$ 15,00. Esse valor é muito inferior ao ticket médio geral de dezembro, que alcança a marca de R$ 40,76. Naquele período, as versões tradicionais chegam a custar entre R$ 14,00 e R$ 26,00, enquanto as opções gourmet e trufadas começam em R$ 40,00 e superam com facilidade a faixa de R$ 150,00 a R$ 250,00 nas gôndolas locais.
O mesmo comportamento de alta ocorre com as carnes festivas. Em dezembro, o quilo do chester e de outras aves especiais varia de R$ 24,00 a R$ 40,00, empurrando o preço da ave inteira média para a faixa de R$ 80,00 a R$ 150,00. No caso do pernil suíno, o valor do quilo oscila entre R$ 20,00 e R$ 38,00 na quinzena do Natal.
A lógica de economia na antecipação é comprovada ao analisarmos os preços atuais de setembro. Pesquisas recentes em supermercados e açougues apontam que, fora da alta temporada, o consumidor consegue encontrar o quilo do pernil suíno em ofertas que variam de R$ 17,90 a R$ 24,80, um piso muito mais acessível que o teto de R$ 38,00 praticado no mês do Natal. Já o chester, devido à sua forte sazonalidade, tem uma oferta bem mais restrita nas gôndolas neste mês, sendo comercializado a partir de estoques congelados por cerca de R$ 29,99 o quilo. Dessa forma, enquanto o pernil suíno se consolida como a escolha mais vantajosa para o consumidor que já quer estocar proteínas agora, a compra precoce do chester garante ao menos um preço fixo, blindando o cliente contra as oscilações bruscas e a inflação esperada para o fim de ano.
Historicamente, o varejo indica altas expressivas na primeira quinzena de dezembro. Embora ocorra uma leve queda nas vésperas devido à queima de estoques, a antecipação continua sendo a alternativa mais segura para garantir variedade de marcas e preços baixos.
Por Enzo Pereira
