
Especialista reforça que quem organiza a lista de compras e pesquisa preços consegue economizar mais
A mais recente pesquisa da cesta básica em Campo Grande revelou um cenário de forte volatilidade de preços, especialmente no corredor de produtos de limpeza. O levantamento aponta que, embora itens de menor valor, como detergentes e esponjas de aço, tenham mantido a estabilidade, o sabão em pó (1,6 kg) apresentou variações radicais entre os supermercados da Capital.
Os dados coletados mostram que a economia para quem pesquisa pode ser imediata e significativa. Em uma
rede, o sabão em pó teve uma queda expressiva, passando de R$ 27,80 para R$ 17,98, gerando um alívio de R$ 9,82 por unidade. Em contrapartida, em outro supermercado, o mesmo item subiu de R$ 16,90 para R$ 21,49, uma alta de R$ 4,59 na mesma semana.
Essa disparidade de preços reforça a necessidade de o consumidor campo-grandense adotar a pesquisa como
rotina. A análise geral da semana indica que a variação depende exclusivamente da escolha do estabelecimento.
Itens essenciais de higiene e limpeza, que costumam pesar no orçamento mensal, tornaram-se os principais
termômetros da concorrência entre as grandes redes de varejo da cidade.
Em outros setores, o comportamento dos preços também foi distinto. O segmento de Hortifrúti registrou
a variação mais generalizada, com oscilações em quase todos os itens de frutas, legumes e verduras. Por outro lado, as carnes permaneceram como a categoria mais estável da semana na Capital, oferecendo maior previsibilidade para o planejamento financeiro das famílias.
Variações no arroz e carnes
Além do setor de limpeza, os alimentos básicos também apresentam oscilações que impactam diretamente o bolso do campo-grandense.
O arroz tipo 1 (5 kg) registrou um aumento expressivo, saltando de R$ 14,75 para R$ 18,89, em uma rede, o que representa uma diferença de R$ 4,14 por pacote.
No setor de proteínas, o Coxão Mole teve um salto considerável de R$ 48,90 para R$ 54,90, um acréscimo
de R$ 6,00 por quilo na última semana.
Essas subidas pontuais em itens de alto consumo podem anular rapidamente as economias feitas em outros corredores, exigindo que o consumidor seja criterioso ao escolher onde adquirir os produtos de maior peso no orçamento mensal.
Por outro lado, a pesquisa aponta um alívio necessário em itens que lideravam as altas recentemente, oferecendo oportunidades de economia. O café em pó apresentou queda significativa em dois atacarejos, caindo para R$ 26,99 e R$ 21,90. Outro item com deflação foi a dúzia de ovos médios, agora comercializada a R$ 9,90.
Por outro lado, o tomate é o maior exemplo da volatilidade atual: enquanto o preço subiu para R$ 7,99 em
uma rede, o valor despencou para R$ 6,98 em outra, uma redução real de R$ 6,01. Esse cenário de instabilidade nos preços prova que a compra fragmentada e a diversificação entre os estabelecimentos são os únicos caminhos para proteger a renda familiar e garantir o sustento em Mato Grosso do Sul.
Por Enzo Pereira
