Endocrinologista explica limites da tirzepatida e reforça importância de acompanhamento médico

A recente aprovação do medicamento tirzepatida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos reacendeu o debate sobre o uso desses medicamentos fora das indicações médicas. O tema tem gerado repercussão nacional e merece atenção.

Para médica Diana Sá, docente do curso de pós-graduação em endocrinologia da Afya Educação Médica Campo Grande, destaca que a liberação do medicamento não deve ser interpretada como solução para casos de obesidade infantil. “A tirzepatida foi aprovada para o tratamento de diabetes tipo 2, e não para obesidade. Quando falamos de um corpo em desenvolvimento, o cuidado precisa ser redobrado”, afirma.

Segundo a especialista, o uso indiscriminado preocupa. Dados recentes apontam que, somente em janeiro de 2026, mais de 2,5 mil unidades de medicamentos dessa classe foram vendidas para menores fora da faixa etária recomendada. “Eu entendo a angústia dos pais, mas utilizar medicação sem indicação e sem acompanhamento pode trazer consequências importantes, como interferência na absorção de nutrientes, na formação óssea e no eixo hormonal, além de aumentar o risco de osteoporose precoce e até de transtornos alimentares”, alerta.

Em Mato Grosso do Sul, o avanço do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” também se reflete no crescimento do mercado ilegal, impulsionado pela proximidade com a fronteira com o Paraguai. Dados da Polícia Federal mostram que, apenas no primeiro trimestre de 2026, o volume de apreensões desses medicamentos já superou o total registrado ao longo de todo o ano de 2025 no Estado. Foram 4.544 unidades apreendidas entre janeiro e março deste ano, frente a 3.400 em todo o ano passado, um aumento de 33,6%.

Conforme notas de recomendação da Anvisa, medicamentos dessa classe sem registro no Brasil não passaram por avaliação de qualidade, eficácia e segurança, sendo proibidos no país. Além disso, a agência já emitiu alerta sobre o uso dessas substâncias sem acompanhamento médico, destacando o aumento das notificações de eventos adversos, como pancreatite, associados aos chamados agonistas de GLP-1.

O uso inadequado, especialmente para fins estéticos ou para emagrecimento rápido, pode elevar o risco de complicações graves e dificultar o diagnóstico precoce de problemas de saúde. A Dra. Diana reforça que ‘acompanhamento médico é fundamental para a eficácia de qualquer medicamento’.

Atendimentos gratuitos

A Afya Educação Médica Campo Grande abriu agendamento para consultas e exames gratuitos aos sábados, realizados por médicos em formação, sempre supervisionados por especialistas de cada área. A programação ocorre ao longo de maio:
• Dias 29 e 30: clínica da dor;
• Dia 30: psiquiatria, dermatologia e endocrinologia

A iniciativa integra o modelo de “ambulatório-escola”, que alia a formação prática de médicos à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.
Os atendimentos ocorrem aos sábados, no Conecta Coworking. Os interessados devem ter mais de 18 anos e realizar cadastro pelo link: https://forms.office.com/r/65HzwaZxfj
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp: (67) 98885-9556.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 instituições de ensino superior, sendo 32 com cursos de Medicina, além de 25 unidades de pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e da saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em soluções digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, a Afya atende 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país, que utilizam ao menos uma ferramenta de seu portfólio.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq, em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo o “Valor Inovação”, em 2023, e o “Valor 1000”, em 2021, 2023, 2024 e 2025. Em 2024, passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz do ODS 3 — Saúde e Bem-Estar.

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